DUARTE NUNO VASCONCELOS |
Um, dois, esquerdo, direito...direito, esquerdo, esquerdo, direito. Um cérebro ("oposto do rosto"), dividido em esquerdo e direito, mas o direito controla o lado esquerdo do corpo e, o esquerdo, o lado direito do mesmo.
Um circuito expresso no equilíbrio entre dois:
na tribo à esquerda, atributo verbal que analisa, por menores até maiores;
na extrema direita: do Globo ao índio em vídeo (indivíduo), tributo à virtude visual e intuitiva.
A seu tempo, tudo a dois, dignos e determinados a comtemplar, onde:
o silêncio pode ser música no meio do barulho empatado;
a textura e aspereza, num universo onde tudo é líquido e transparente, é conteúdo e tem forma;
fazer amor com as palavras conta (numa arte e manha longa e maciça), contra a massificação de caracteres "rapidinhos", sem carácter objectual.
Quando se vai muito longe (excesso) ou se fica aquém do que convém (contenção), geram-se hábitos que aniquilam liberdades, pois em rigor, poder "não ter" ou conseguir caminhar para o lado, são verdadeiras ousadias, estrangeiras à regra, mas de azul registado.
O artista decide emoções, donativo do nativo que está no lugar perdido, até permitir que tudo se encontre e:
as emoções de tão correntes, tornem-se singulares;
as emoções de tão pessoais, mostrem-se universais;
a emoção passe a ser o mínimo de cada coisa;
a procura do essencial possa tirar as emoções das profundezas dos sentidos;
a emoção seja presença de uma ausência que não se esquece.
Que a última palavra seja sempre um gesto que, no regresso, projecte a sombra da emoção vivida.
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