LÚCIA LOURENÇO GONÇALVES |
Pois é, como a grande maioria dos portugueses cresci a ouvir falar nos milagres de Fátima. E passados todos estes anos, a dúvida persiste. O que há de verdade em Fátima? Não sei! No entanto, há anos estive no Santuário como peregrina. E senti-me bem!
A vontade de tentar perceber o que sentia num local que me suscitava alguma curiosidade e muitos porquês, sobrepôs-se a tudo. E, tenho que admitir, vivi momentos especiais nesse dia. Não descarto a ideia de ser o próprio ambiente a operar esse “milagre”, mas a verdade é que senti uma leveza e uma paz raramente sentidas ao longo da minha vida.
Este ano e a passar férias nas redondezas, a passagem pelo local foi natural e sem qualquer planeamento, aliás ocorreu por puro acaso. Como tal, não deu para interiorizar o silêncio que se vive, também não aconteceu nada de extraordinário, a não ser dar-me conta da quantidade de pessoas que visitam o local durante o mês de agosto.
Daí a minha questão: fé, ou simples turismo? Porém, seja qual for a razão que leva as pessoas a passarem por lá, pouco importa. O sentido está nas razões de cada um.
Cada pessoa vive a sua passagem por aquele local onde se respira paz, à sua maneira, segundo os seus motivos, e todos eles são válidos e não devem ser contestados.
Se cada pessoa é única, também as suas motivações e / ou convicções o são. Afinal, vivemos num país livre e cada um professa a ideologia que mais se adequa a si mesmo(a), ou aos ensinamentos que lhe foram transmitidos
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