domingo, 5 de fevereiro de 2017

LIBERDADE

HUGO VAZ
Ano novo, em que todos nós depositamos esperança que seja melhor, que seja um ano com mais paz, amizade, tolerância e acima de tudo saúde.

Todos nós passamos por fases melhores ou piores durante o ano transacto, todos nós dissemos num momento ou outro, que só desejávamos era que o ano acabasse.

Mas cada vitória ou cada infortúnio é um tempo para aprender e refletir, naquilo que fizemos bem ou menos bem.

Uns acham que fazem as coisas o melhor possível, que as fazem de acordo que a sua consciência lhes dita ou que nunca pensariam que outra pessoa o fizesse.

Existem outros que fazem pensando apenas no seu umbigo, em que todo o universo terá de girar à sua volta.

Existem outros que fazem de má fé, com intenção deliberada de perturbar, magoar ou prejudicar o seu semelhante.

Simplesmente, simples é viver e deixarem ou outros viverem desde que não entrem na liberdade, pensamento ou propriedade do outro.

O sentimento de impotência perante certa impunidade e até normalidade societária sobrem alguns destes indivíduos é algo que me transcende. Parece que a sociedade vive na normalidade com aqueles que tentam prejudicam.

O mal grassa no mundo e a impunidade moral parece uma constante.

Os valores têm vir ao de cima, temos de construir e educar uma sociedade com mais consciência social, ambiental e económica.

O capitalismo puro e duro tem-se demonstrado um buraco negro sem fim, que sangrará a nossa sociedade até voltarmos aos regimes totalitários do século passado. 

Precisamos de uma centelha de esperança política, social e económica em que o mundo pode ser mais justo e igual, em que se trabalhe para bem de uma sociedade, não apenas para o uso e abuso de alguns.

Nunca a diferença salarial, económica, social e entre classes foi tão notória e desequilibrada. 

Quando na nossa sociedade discutimos a quantidade de açúcar que damos às nossas crianças ou a nós próprios e à nossa porta refugiados morrem de fome e de frio e milhões de crianças morrem todos os anos por subnutrição ou simplesmente por fome.

Mas podemos não ir tão longe nesta minha utopia de ano novo.

Quando nos apercebemos que neste neste rectângulo peninsular os nossos pais e avós não têm dinheiro para todos os medicamentos que precisam, aqueles que lutaram e trabalharam arduamente para que, nós tenhamos o nível de vida algo confortável que possuímos e os deixamos morrer ao frio, somos uma sociedade que não merece mais. 

Quando não respeitamos e honramos o nosso passado, como podemos respeitar, honrar e planear o nosso futuro?

Será que quem passou fome, sede, privações, muitos perseguições, torturas e aprisionamento, não merecem mais de uma sociedade que deles herdou o bem mais precioso?

A LIBERDADE

O meu avô está na lista do que me permite escrever este texto livremente através das perseguições e da prisão que as suas convições lhe trouxeram.

Por isso aqui deixo como final:

A todos os que lutaram pela nossa liberdade e que os nossos responsáveis políticos dêem o melhor que puderem a toda uma geração que tanto lhes deu, senão estarão sujeitos a sofrer da mesma sina quando a idade os assolar:

OBRIGADO PELA NOSSA LIBERDADE

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