Mostrar mensagens com a etiqueta Psicologia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Psicologia. Mostrar todas as mensagens

domingo, 11 de março de 2018

SER MULHER

CARLA SOUSA
O Dia 8 de Março é para implicar com a mulher?

Já nos caracterizam por implicativas e com memória a longo prazo fantástica. E temos um dia! Para mim todos os dias são dias da mulher.

A minha vida é marcada por várias mulheres. Umas estiveram de passagem, outras estão presentes e, outras, infelizmente, apesar de não estarem vivas, estão bem vivas dentro de mim.

Ser mulher para mim é o princípio de tudo.

É ela que tem o dom de gerar vida: filhos; é ela que que pode amamentar, é ela que dá vida, dá amor, dá carinho e sonha.

Todos os dias podemos sonhar, acreditar e amar. Por vezes desistimos, duvidamos e choramos. Mas só por vezes.

Toda a mulher pode e deve sentir-se bela. Toda a mulher tem a chave para a sua felicidade e pode abrir muitas portas para os que se cruzam consigo.

Mais do que mulher, sou pessoa, tenho valores, objetivos e ambições. Sou forte e por vezes acho que sou fraca. Mas todos nós (mulheres ou não), não passamos pelo mesmo?

Ser mulher é sorrir com os olhos, abraçar com um sorriso, falar com gestos e chorar por vezes com a alma.

Cada mulher deve amar-se, ter amor próprio, fazer-se respeitar e lutar pelo que deseja.

Somos tão complexas que por vezes não nos fazemos entender. Pensamos muito, sentimos muito e fazemos muito (quando queremos).

Ser mulher não é um problema, adoro ser mulher. Sou neta, filha, irmã, sobrinha, madrinha, namorada, amiga, tenho uma profissão que gosto e sinto-me realizada.

Mais do que realizada, sinto-me grata, grata à vida.

Apesar dos momentos menos bons (sim, é importante ter a capacidade de cair, mas de me levantar) vivo e permito-me viver momentos bons, simples que aconchegam o meu coração e a minha alma.

Sei quem sou e as pessoas que me amam também o sabem.

Sei o que quero e luto para mudar e melhorar.

Num país onde cada vez mais se fala de violência psicológica e física, onde se discutem padrões de beleza e formas de estar na vida, o mais importante é gostarmos de nós como somos.

Se isso acontecer as lutas serão de afetos. E dar e receber afetos é muito bom.

Já recebeu ou deu um afeto hoje? Elogie-se, elogie, cuide-se e cuide.

Seja feliz. Lute por ser cada vez melhor pessoa.

domingo, 25 de fevereiro de 2018

PSICOLOGIA DAS COISAS SIMPLES

ANABELA BRÁS PINTO
Estudei psicologia clássica, numa licenciatura em psicologia, numa universidade do Porto. Vinha cansada do Direito e fui encontrar respostas à psicologia. Encontrei algumas. No entanto as maiores respostas que encontrei foi mesmo em mim. Na vida. No trabalho. Mas sempre por mim.

E a questão é essa: procuramos a toda a hora respostas fora de nós. Sinais para avançarmos. Sinais para partirmos e sinais para ficarmos. E, não é fora de nós que estão as respostas.

“Não penses muito nisso!”, “Já passou”, e outros conselhos que damos diariamente a algumas pessoas, mas neste domínio diria: pensa nisso, passou, mas vai lá ao passado descobrir e revisitar as aprendizagens que tiveste. 

Cada um sabe de si, sem dúvida, mas vivemos num sistema único de inter-relação e ainda bem. A minha vida faz mais sentido porque a sua faz sentido, e assim sucessivamente.

Nestas coisas simples encontramos a cada passo a nossa essência. Porque, viver em conexão e a forma de vida mais simples e mais verdadeira. Como diz David Boadella, “Uma grama de contacto vale mais que uma tonelada de energia”. E a nós falta-nos tanto o contacto: o contacto sem medos, sem receios, puro, emocional, de amor.

Hoje sou uma pessoa melhor porque estudei por mim a psicologia das coisas simples. Disciplina que não nos dão na universidade, mas que a vida nos dá todos os dias. Só precisamos de estar atentos. Atentos a: um dia de sol radioso, um dia de chuva copiosa, à nossa vizinha, à árvore no nosso jardim ou num jardim qualquer do nosso percurso, uma noite de estrelas, um sofá e um comando de TV e um bom programa; à nossa família, marido, mulher, namorada, namorado. Em suma, à vida!

Entender as coisas mais simples dá-nos a vida que sempre quisemos. Uma vida plena de atenção, de autorregulação, de autoconsciência e de libertação.

“Correr” atrás das coisas simples todos os dias é um exercício de libertação e de coragem, mas sem dúvida teremos uma vida muito melhor.

Eu corro atrás das coisas simples: um sorriso, um abraço, uma opinião, tudo o que a vida me dá e sabem que mais? Sou feliz! Essa é a essência da minha felicidade. Apaixonar-me todos os dias por qualquer coisa simples.

E consigo? Onde anda a sua felicidade?

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

IRMÃOS OFERECIDOS PELA VIDA

LUÍS PINHEIRO
Nem todos temos, mas deveríamos ter, aquele amigo que é como uma dádiva nas nossas vidas, aquele que nos ouve e compreende nas horas difíceis, que consegue dizer as palavras que realmente precisamos ouvir.

Se já conseguiu encontrar um irmão oferecido pela vida, perceba que foi bafejado pela sorte, porque nem todos conseguem estabelecer um vínculo tão forte durante a nossa existência neste plano. Este vínculo pode ser mais forte do que um vínculo de sangue, por isso tire o máximo de proveito dele.

Se pensarmos bem, conclui-mos que não somos nós que estabelecemos os vínculos de amizades, eles criam-se naturalmente, independente da nossa vontade de querer que eles evoluam ou não. Inicialmente é determinada pela afinidade com o outro, com a forma de pensar, de entender e percecionar o mundo externo, depois começa-se a admirar, a ser solidário um com o outro a realmente se importar com a vida da outra pessoa.

Um das características centrais num amigo é a capacidade de serem excelentes ouvintes, ninguém consegue criar uma amizade se apenas falar de si próprio. É normal existirem assimetrias nesta característica, determinados momentos temporais em que um amigo é mais o ouvinte e o outro o que desabafa, mas na verdadeira amizade, estes acontecimentos são compreendidos pelos dois lados, e quando a situação se inverte, os papeis também se invertem. A atenção, a disponibilidade e a preocupação com o outro são os grandes propulsores de uma amizade, um começo de uma irmandade oferecida pela vida.

Encontrar um irmão num amigo, é uma surpresa que a vida te pode dar no seguimento de vários acontecimentos, bons e maus, é o grande prémio final que se pode atingir. Às vezes, é necessário estarmos fisicamente próximos do nosso irmão para no sentirmos confortados, mas é incrível como nos podemos sentir tão próximos de alguém que está longe ou que vemos com menos frequência, isto é resultado desta ligação especial

A energia entre ambos liga-os de maneira muito forte, por isso vamos cultivar a amizade, o amor pelo próximo… e focar-mo-nos naquilo que a vida nos pode trazer de bom. A melhor maneira de mudarmos o mundo é mudar o que nos rodeia.

domingo, 11 de fevereiro de 2018

ACHO QUE NÃO VÃO GOSTAR DE MIM!...

CARLA SOUSA
É carnaval ninguém leva a mal! É altura de usar e abusar de pinturas, confettis e máscaras.

Nesta altura podemos brincar e encarnar uma personagem.

No entanto, no dia a dia usam-se muitas máscaras.

Máscaras do menino bonito, bom menino, educado, do que agrada a todos, do elegante, do social, do seguro, etc.... E ainda máscara do inapropriado, do ignorante, do sem afeto, do estúpido e do egoísta, etc....

As primeiras provocam aproximação e as outras afastamento.

Usa-se e abusa-se conforme o que se pretende. 

A necessidade extrema de ser gostado, aceite e valorizado faz com que se desempenhem no dia a dia papéis e personagens que não correspondem ao “quem sou eu”.

Hoje em dia há cada vez menos auto-conhecimento! Normalmente não se consegue responder à pergunta “quem sou eu”, mas responde-se facilmente à pergunta “quem gostaria de ser”, ou à pergunta “como gostaria que os outros me vissem”.

Diariamente “rendemo-nos” a questões e opiniões que discordamos ou, simplesmente, não temos a certeza... Falta-nos a capacidade de dizer que não, dizer “não sei”, dizer “vou pensar”. Falta-nos frontalidade e assertividade. E, por vezes, falta-nos amor próprio.

Depois, queixamo-nos às escondidas de tudo, estamos insatisfeitos e irritados com tudo com nada. 

É necessário encontrar um equilíbrio, ganhar amor próprio e desenvolver projetos e sonhos.

É necessário deixar partir o que nos faz sofrer ou o que já secou, e o que morreu há muito tempo. 

Fingir eternamente é desgastante e conduz a um sentimento de frustração e infelicidade.O medo de não ser aceite e o desejo de ser gostado para alguns é um sobressalto constante.

Aprenda a conhecer-se, a amar-se, para poder amar os outros. Fingir não dura nem satisfaz eternamente. Caso contrário, em vez de vivermos a nossa vida livres, viveremos numa prisão, sufocados e acorrentados.

DAS MÁSCARAS E DE OUTROS DEMÓNIOS

ANABELA BRÁS PINTO
Tema oportuno para a época que se aproxima. No entanto não é de máscaras de carnaval que falo. É das máscaras do ser humano. Das que colocamos todos os dias para sair de casa, ir trabalhar, falar com o amigo “x” ou “y” com o colega da direita, e por vezes connosco também.

Mas do início.

Acredito que vivemos na máscara. Mesmo as pessoas mais autênticas têm a sua máscara pessoal, social, profissional, familiar.

Quem és tu quando ninguém está a ver?

Acredito em máscaras. Acho que nos ajudam a lidar melhor com o que nos rodeia. Acredito nas máscaras reais. Não acredito em dissimulações e outras desilusões.

Dentro da máscara podemos ser genuínos nos papeis que desempenhamos. Dentro da mentira não.

Quem és tu em frente ao espelho?

Acredito, no entanto, que, vivendo bem com a máscara, viveremos melhor fora dela. Viveremos melhor no nosso centro e no nosso grounding.

Viveremos sempre melhor quando a nossa realidade está em sintonia com quem somos e o nosso interior com o nosso ambiente externo.

Assim, boas máscaras para dia 13 de fevereiro e bom trabalho no caminho da autenticidade e congruência interna e externa.

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

SUPERNANNY- UMA REFLEXÃO

LUÍS PINHEIRO
Depois de ter ponderado bastante sobre escrever uma crónica sobre este programa de televisão acabei por decidir faze-lo. Se por um lado, escrever sobre o tema dá força ao seu mediatismo, por outro, não refletir sobre ele faz com que sejamos todos coniventes com esta realidade. Esta reflexão não se focará na metodologia de trabalho da psicóloga, mas sim nas outras dimensões que este programa coloca em causa. O primeiro ponto que quero salientar é o superior interesse da criança, com uma exposição deste nível estamos realmente a preservar a identidade das crianças, o seu direito ao não escrutínio público, á transformação da sua esfera pessoal numa esfera pública? A meu ver não, pelo contrário, estamos a catalogar estas crianças, a tornar público o seu comportamento menos adaptativo como se fosse uma serie ou um filme, o respeito pela autonomia e a preservação da intimidade das crianças têm de ser um dos objetivos mais importantes numa sociedade.

O segundo ponto importante neste programa é a exposição dos pais, indo por partes, nos episódios já exibidos vemos famílias destruturadas e disfuncionais que vêm o programa como uma única saída para a resolução dos seus problemas. Explorar a dor, a falta de conhecimento, e de capacidade parental por um canal de televisão parece-me ser algo desumano e totalmente não ético, e indo um bocadinho mais longe, nota-se claramente a agenda sensacionalista que está a destronar o bom jornalismo no nosso país.

O paradigma atual das televisões está cada vez mais selvagem, onde é cada vez mais importante, chocar, chamar a atenção, levantar um descontentamento geral do que realmente trazer os assuntos e discuti-los de forma séria e responsável.

E para finalizar esta breve reflexão, quero acrescentar a importância de se discutir a parentalidade nos dias de hoje, os desafios que os pais passam. A parentalidade é uma área de conhecimento, assim sendo, a formação e a mudança são cada vez mais importantes. Mas mais importante do que discutir por discutir é a criação de uma discussão séria sobre o assunto, sem o objetivo de criar choque, mas com o objetivo de discutir coletivamente um dos maiores desafios da atualidade, criar uma próxima geração, que em termos de valores seja melhor que a nossa.

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

AFINAL O QUE É ISSO DE ANSIEDADE?

ISABEL PINTO DA COSTA
Ansiedade, podia escrever sobre ansiedade, começando com uma frase, minha, no entanto devido à ansiedade que as pessoas têm ao começar a escrever um artigo e eu não sou exceção vou optar por usar a definição de um autor muito conhecido Augusto Cury “Ansiedade é a Síndrome do pensamento acelerado”.

Nos dias de hoje quem não se encontra ansioso? Por circunstâncias de vida ou por receio de não corresponder às expetativas dos outros ou de si próprio! No entanto, é fundamental termos um diagnóstico assertivo para sabermos com que ansiedade estamos a lidar.

Pode ser ansiedade cognitiva ou motora ou ansiedade vegetativa (ativação fisiológica). Em cada uma delas temos sintomas específicos, para resolvermos este diagnóstico tão comum nos artigos de hoje. 

Se apresentamos uma ansiedade cognitiva (pensamentos ansiosos) ou motora, temos sintomas como preocupação e insegurança, sensação de perda de controle, movimentos bruscos, hiperatividade, descoordenação motora, sintomas que, por vezes, são confundidos com ataque cardíaco. Se por sua vez nós apresentarmos ansiedade vegetativa, temos uma ativação fisiológica alterada, que se carateriza com sintomas como: taquicardia ou aumento do ritmo cardíaco (palpitações; aperto no peito; tensão muscular que podem ser tremores ou agitação, suores frios ou quentes; sensação de falta de ar ou asfixia; náuseas; tonturas ou vertigens; desmaio; rigidez muscular; dormência nas mãos e pés e perturbações do sono e alimentares).

Aqui, neste tipo de ansiedade, a intervenção terapêutica pode passar por realização de um treino de relaxamento que reduz ao fim de algumas sessões os níveis de ansiedade.

Com ansiedade não temos qualidade de vida, limita-nos a nossa liberdade de sermos felizes, por isso se queremos resolver a nossa ansiedade temos que: 

1. Descobrir a causa da mesma, por sua vez pode ser uma causa interna ou externa;

2. Desviar a atenção do problema, pensarmos noutras áreas de interesse para não estarmos o dia todo focados no problema que nos causou ansiedade;

3. Respirar profundamente, ou seja, controlar a nossa respiração e aqui entra o treino de relaxamento e por último e 4º lugar viver o presente, não antecipar expetativas negativas sobre as coisas e o que pode acontecer.

Referindo-me novamente ao autor Augusto Cury, “A humanidade adoeceu coletivamente, das crianças aos adultos” ou seja, o que podemos dizer é que a sintomatologia ansiosa atinge nos dias de hoje qualquer faixa etária, pode ser uma criança, como um adolescente, como um jovem, um adulto, ou um idoso, o que é importante é ser feito o diagnóstico e a intervenção psicológica ser eficaz, ou seja, através da realização de psicoterapia, para treinos em situação de consulta e posteriormente o paciente ser capaz de lidar com essa ansiedade em situações reais ou através de um treino de relaxamento.

O importante é que essa ansiedade não continue a interferir no nosso dia-a-dia em diferentes contextos de vida, como em família, no trabalho, no relacionamento interpessoal com o grupo de amigos, na intimidade afetiva dos casais, em situações de posição hierárquica superior ou simplesmente quando estamos a sentir que não correspondemos às nossas expetativas pessoais. 



Viver sem ansiedade terá que ser o slogan do ano de 2018, pois assim teremos muito mais qualidade de vida.

domingo, 14 de janeiro de 2018

SABER VIVER A VIDA

CARLA SOUSA
Nem todos podem dar-se por satisfeitos na mudança de um ano para o outro.

É quase obrigatório fazer o balanço do que foi feito e do que ficou por fazer.

Refletimos sobre nós, sobre os outros e sobre a vida em geral.

As conclusões, por vezes, podem ser ou, parecer, autênticos murros no estômago... 

E?! Se não se fez quase nada?! E, se a distância entre o que se desejou e o que se concretizou for enorme?!

É importante haver lugar para o sonho e ambição mas, também para a sua realização.

O ano tem 365 dias e passa a correr... Mais um verão, mais um inverno, mais um aniversário, mais um casamento, mais um nascimento, mais um funeral...

Tudo passa a correr. Normalmente quando fazemos o que não gostamos queixamo-nos do contrário.

Usa-se demasiado o verbo procrastinar... Adia-se... Adia-se e adia-se... Quer ser feliz... Mas adia... e adia...

Ao adiar a resolução dos problemas e, ao abrir mão de fazer o seu caminho para trabalhar os projetos, vai-se adiando também a felicidade. A felicidade está presente na realização e na estabilidade.

Com que frequência ouvimos dizer: “para o ano vai ser diferente?”. - Muitas vezes! 

Queixamo-nos das promessas que não são cumpridas por parte dos outros e, acabamos por pôr o empenho de parte nas nossas coisas.

Por vezes queremos só sentir que podemos sonhar e, na prática estão presentes: a cobardia, a acomodação, a preguiça e uma grande dose de medo. Medo de mudar.

Lute por se sentir amado, seguro, desejado, realizado, confortável e apegado a algo (pessoas, animais, coisas, projetos...).

Abdique neste novo ano de estar demasiado tempo triste, ansioso, nervoso e desmotivado.

É saudável ter os seus cinco minutos de “drama”, de tristeza, ansiedade, medo, etc., aqui e ali. Mas continue. Siga em frente e não pare (a não ser que esteja confuso e precise de pensar). Não fuja, contorne os obstáculos, acabe o que tem de acabar e para acabar (trabalho, relacionamentos..) assuma compromissos, saiba dizer “não” e... vá sendo feliz!!!!

Ano novo vida, vida nova. Saiba ser, viver e fazer.

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

VIDA ASSISTIDA... DE AMOR

JOSÉ CASTRO
Tem estado em discussão a dita “Morte Assistida” quer através dos respetivos movimentos a favor ou contra, nos meios de comunicação social, quer nos debates a pedido do Excelentíssimo Presidente da República ao Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida (CNECV) em vários locais do País e finalmente por parte de algumas forças políticas na Assembleia da República. 

Tive o prazer de ter como Professora na Universidade do Minho, a Doutora Laura Ferreira do Santos que foi uma das pioneiras na defesa da Morte Assistida, tendo criado o Movimento Direito a Morrer com Dignidade. Foi uma professora exemplar e ficarei eternamente grato por tudo o que aprendi com ela (currículo oculto). Sobre este assunto comunicávamos frequentemente quer nas redes sociais, quer, na sua fase final, via telefone.

Nos debates a que tenho assistido constata-se que os argumentos a Favor ou Contra são baseados em “dogmas” que por muito interessantes que sejam, carecem de quaisquer evidências, o que impede a sua compreensão. Uns assentam no paradigma religioso/espiritualista, mas dogmático, e os outros no paradigma materialista/niilista mas igualmente dogmático. A juntar a tudo isto, também se constata uma polarização e radicalismo de posições SIM ou NÃO, onde por vezes se chega ao ataque pessoal, desviando-se da essência do assunto.

A título de exemplo, verifica-se que o SIM para a despenalização, baseia-se (entre outras) na seguinte premissa:

“A eliminação de profundo sofrimento físico ou psicológico sem esperança de cura ou de alívio razoável.”

Qual o fundamento ou a evidência que a Morte (assistida ou não) elimina o sofrimento (que vai para além da dor meramente física!)?

Do lado do NÃO vemos como argumento “A vida é inviolável e sagrada e só Deus poderá decidir quando esta termina”. Será mesmo assim?

A Doutora Laura Ferreira do Santos, quer em debates televisivos quer a mim próprio, aquando das nossas “discussões saudáveis” sobre o assunto, dizia que uma afirmação carece sempre de um fundamento!

Curiosamente, não me revejo totalmente em nenhuma das propostas que se conhecem. Todos têm “razão” com os dados que têm, mas estes são excludentes. É necessário ir mais longe!. 

Perante este dilema de argumentos ilógicos e/ou refutáveis (alguns), para os dois lados, teríamos alegadamente aqui um empate técnico! Que fazer?

A minha proposta é ir mais além! Promover a investigação que falta para fazer e a consequente!

Uma qualquer “verdade” sobre um assunto, ainda que relativa, terá de ter a confirmação e a participação de todas as áreas do saber humano, para evitar o que muitos sofram em silêncio, de dissonância cognitiva.

Quando somos chamados a decidir sobre um assunto, Morte Assistida” será interessante obter a maior informação sobre a mesma e com base no raciocínio lógico, evidências científicas e inspiração (tipos fundamentais de conhecimento segundo Ken Wilber), e optar pela proposta que conduza a mais ética. Pois não há Ética sem Amor, nem Amor sem Compaixão.

É pois necessário subir no patamar do conhecimento, ao nível mais profundo do “Eu”, da “Consciência” e da “Espiritualidade”. Não se trata de anular conhecimentos até agora adquiridos no campo da matéria (cada vez menos matéria, que o digam os neutrinos!), mas sim complementar com o conhecimento das áreas da espiritualidade, do desenvolvimento transliminar. É preciso promover investigação séria (Laboratório de Interação Mente-Matéria de Intenção Terapêutica; BIAL, Centro Transdisciplinar de Estudos da Consciência, etc), credível, pois como infelizmente sabemos, esta temática do conhecimento da morte e pós morte, dá azo a muita fraude, alucinação e precisamos de Idiofania Paranormal Verídica.

Na Declaração de Veneza, no colóquio “A Ciência Diante das Fronteiras do Conhecimento”, pode ler-se:

“O conhecimento científico, devido a seu próprio movimento interno, chegou aos limites em que pode começar o diálogo com outras formas de conhecimento. Neste sentido, reconhecendo as diferenças fundamentais entre a ciência e a tradição, constatamos não sua oposição, mas sua complementaridade. O encontro inesperado e enriquecedor entre a ciência e as diferentes tradições do mundo permite pensar no aparecimento de uma nova visão da humanidade, até mesmo num novo racionalismo, que poderia levar a uma nova perspetiva metafísica. (…) O estudo conjunto da natureza e do imaginário, do universo e do homem, poderia assim nos aproximar mais do real e nos permitir enfrentar melhor os diferentes desafios de nossa época”.

Assim, é preciso ir mais longe, o dogmatismo religioso e o materialismo científico têm que dar lugar ao estudo multidisciplinar, neste caso, sobre a morte (biológica), e para lá da morte (biológica), de forma ética e neutra. Munidos dos novos dados inclusivos, será possível opinar sobre o assunto. Enquanto tal não ocorrer, qualquer decisão é “manca”!

Esta é a reflexão que falta a nível científico! Esta é a reflexão que falta a nível “espiritual”. Com “novas” informações inclusivas, baseadas em evidências científicas, teríamos sim fundamentos para conscientemente optar por uma das alegadas soluções!

É esta a reflexão que tenho feito aos longos dos anos e que me permite promover a VIDA ASSISTIDA DE AMOR, para todos os Seres, em qualquer Espaço/Tempo.

domingo, 3 de dezembro de 2017

SAUDADES

CARLA SOUSA
Sentimento que pode ser tão desconcertante como tão bom. Este sentimento desconcerta se não conseguimos “matar” as saudades. É bom, muito bom, se o conseguimos fazer.

A saudade é a nossa memória emocional do que gostamos de viver, de sentir e de ter.

Tem a capacidade de nos organizar e de nos ajudar a definir quem somos como pessoa. A saudade do quê e e quem ajuda-nos a definir a nossa personalidade.

A saudade pode provocar um sentimento de vazio imenso que parece que nos falta uma parte do corpo ou então a dor da ausência pode ser tanta que até parece que simbolicamente estamos a ser esfaqueados.

Há quem viva agarrado à saudade, à dor da ausência e, que não consiga viver o presente.

Torna-se tudo angustiante e desprazeiroso porque parece sempre que falta algo.

Somos capazes de nos sentirmos profundamente infelizes e incompletos. Caso este estado perdure deve-se procurar acompanhamento. Viver paralisado na saudade de algo que nos foi retirado, uma perda, uma separação, pode ser verdadeiramente angustiante.

A saudade pode ser egoísta porque normalmente sentimos falta do que sentimos e do fomos com aquela pessoa e surge o medo de poder não voltar a sentir algo semelhante.

A perda dói. A separação dói.A morte dói. 

Lutar permanentemente para esquecer não é a solução. O esquecimento não é possível e é necessário passarmos por estas dores para crescermos emocionalmente. Culpar-se eternamente pela perda, pela separação pela morte também não é a solução.

Somo pessoas resilientes e com capacidade de evoluir e mudar. É possivel continuar a viver com qualidade, fazendo o que se gosta, estando com com quem se gosta, mudar e cuidar de si próprio. Invista em si. Passe tempo de qualidade consigo, faça coisas apenas por si e só por si. Com o passar do tempo, o sofrimento dará lugar a uma lembrança. 

Em relação às pessoas que amamos e partiram, não temos que lutar para as esquecer, paralisar ou parar de viver... Estas podem permanecer vivas dentro de nós, no baú das recordações boas.

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

AMIGOS VS. FAMÍLIA

MÁRCIA PINTO
As relações que estabelecemos ao longo de toda a nossa vida são verdadeiramente importantes, não só do ponto de vista emocional, mas também do ponto de vista físico.

Uma vida social ativa é associada à longevidade. A própria ciência já estabeleceu que estar rodeado de pessoas que nos são queridas, faz bem. Mas será que faz diferença se essas pessoas são da família ou ``apenas`` amigos?

Manter uma boa relação tanto com a família como com os amigos está associada a uma saúde melhor e maior satisfação com a vida.

Contudo, à medida que a idade avança, os familiares vão perdendo peso na determinação do nosso bem-estar, ao contrário dos amigos que se vão tornando cada vez mais importantes.

Assim, os amigos vão surgindo durante toda a nossa vida, mas ficamos apenas com os que realmente fazem a diferença. Existem situações em que é nos amigos que procuramos apoio, seja em momentos de tristeza ou de necessidade.

Deste modo, quando estamos preocupados, ansiosos, a vivenciar situações complicadas, em que nos sentimos perdidos, o simples facto de conversarmos com um amigo, desabafando o que nos está a preocupar, já nos faz sentir melhor, mesmo que as coisas permaneçam inalteradas.
Quantas vezes são os amigos que nos fazem sorrir quando temos vontade de chorar?! A simplicidade das brincadeiras, as conversas informais, sobre tudo e sobre nada, naqueles momentos de descontração, uma conversa rápida ao telefone, ou pela Internet, no ambiente do trabalho ou da escola, enfim, em qualquer lugar e a qualquer hora.

Há amigos que nos ensinam muito, fazem-nos compreender situações que às vezes temos dificuldade em perceber o seu verdadeiro sentido, compartilhando connosco as suas experiências. São eles também que muitas vezes nos alertam, chamando a nossa atenção quando agimos de modo errada, que nos dizem coisas que não queremos ouvir, aceitar ou compreender, mas que são o melhor para nós naquele momento.
Assim, ao longo da nossa vida conhecemos muitos amigos que passam e deixam saudades, mas também deixam a recordação de tudo que foi partilhado e vivido. É na verdadeira amizade que encontramos a lealdade, afinidade e cumplicidade.

Neste sentido, acredito que os amigos são irmãos que a vida nos dá para caminharem connosco ao longo desta jornada que é a vida!

domingo, 26 de novembro de 2017

A VIOLÊNCIA DOMÉSTICA É A ARMA DOS FRACOS

MOREIRA DA SILVA
As queixas de violência doméstica têm vindo a ter cada vez mais destaque na comunicação social. Provavelmente este mediatismo tem sido provocado pela justiça morosa e muitas vezes disparatada, mas também por atos de violência extrema no seio de uma relação que começou por ser amorosa e passou a ser manchada pela violência, transformando-se numa relação bastante dolorosa, física e psicologicamente, inundada de ações que machucam o corpo e a alma.

A violência doméstica não é um fenómeno novo, embora só recentemente é que tomou foros de preocupação jurídico-criminal em quase todo o mundo, embora haja países como a Rússia que estão a retroceder. O parlamento russo votou, em janeiro deste ano, para remover da lei este tipo de crimes, considerando que a violência doméstica não é considerada crime.

A violência física, psíquica, sexual, psicológica e até económica, dos maridos sobre as mulheres foi, num passado não muito longínquo, suportada na lei e na jurisprudência, e até era considerada justificada pela sociedade, como fazendo parte de um corretivo doméstico. Hoje, na maioria dos países civilizados e não só, a violência doméstica é considerada um crime público, seja exercida sobre as mulheres, as crianças, os homens, as pessoas idosas ou deficientes.

O crime de violência doméstica não abrange só o femicídio – o assassínio de mulher ou de jovem do sexo feminino, até porque não existe um estereótipo de violência doméstica, pois os agressores e as vítimas são de diferentes géneros. A violência doméstica é multidirecional e engloba diferentes tipos de abuso: violência física - qualquer forma de violência física; violência emocional - comportamento que visa fazer o outro sentir medo; violência social - conduta que visa controlar a vida do outro; violência sexual - ação que força o outro a praticar atos sexuais que não deseja; violência financeira - atitude que pretende controlar o dinheiro do outro; perseguição - qualquer comportamento que visa intimidar ou aterrorizar o outro.

Numa relação a dois, quando acaba o amor nasce a impotência para a resolução dos problemas e começa a surgir o poder, o domínio, o terror e a violência, que é a extinção de ideias e ideais, a expressão da incapacidade, o último refúgio dos incompetentes. É minimizado quase sempre pela vítima a violência que sofre, pois amanipulação da vontade, a humilhação, a violência física ou verbal diminui a sua autoestima, aumenta o medo e elimina a sua capacidade de reação, até porque é uma pessoa que acredita no amor, que a relação está a passar por um mau momento, mas vai resultar um dia e, num momento mais frágil, perde o controlo da sua própria vida.

A violência doméstica é a forma mais crua de violência; é a arma dos fracos que procuram a sua força agredindo e humilhando os outros. A ausência da violência, numa relação a dois, vem do entendimento do mundo e da natureza humana, do diálogo, da criatividade, da inteligência e da capacidade de encantar. A razão da existência do ser humano é para ser feliz e viver uma vida que ofereça prazer… em viver!

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

CONTINUANDO A EXPLORAR O COACHING...

JOSÉ CASTRO
Na sequência da crónica anterior, retomo a pertinência do Coaching na sua Vida. Em primeiro lugar, devo distinguir o Coaching de qualquer outra prática, seja Terapia, Psicologia, Mentoria, Consultoria, etc. Todas elas têm razão de ser e muitas vezes são complementadas com Sessões de Coaching.

Mas o Coaching apresenta algumas especificidades, tais como:

· Está centrado no presente e futuro, ou seja, nos objetivos a concretizar pelo Coachee (cliente).

· Não dá “soluções” mágicas, nem conselhos, nem faz julgamentos!

· É uma prática pró-ativa, antecipando-se à superação de “eventuais” desafios.

· Provoca no Coachee reflexões profundas, que podem originar mudanças de paradigmas.


Por outro lado, o Profissional do Coaching, o Coach:

· Não polui o “mapa mental” do Coachee com o seu “mapa mental.”

· Respeita a “essência” do Coachee!

· Não ensina, facilita a autodescoberta.

· Eduz do Coachee respostas para os dilemas que quer superar.

· Incentiva o Coachee a concretizar objetivos intermédios, até ao objetivo final.

· Promove no Coachee a sua autonomia e seu bem-estar.

· (…)

Perante o descrito, pode o leitor imaginar (melhor seria que experienciasse) que o ambiente vivido numa Sessão de Coaching, é extremamente profundo, emocionalmente intenso e poderosamente libertador! Entra-se num espaço-tempo diferente!

O Coach tem o dever e a responsabilidade de criar um ambiente psicológico propício, de elevada empatia, de escuta profunda (global), confiança, respeito, lealdade, integridade, profissionalismo e ética! O Coach respeita na íntegra a totalidade do Ser que tem na sua frente, com o seu passado, as suas experiências, as suas emoções, os (falsos) fracassos e sucessos da sua vida pessoal, familiar e profissional. O Coachee é que é o centro da atenção! Quantas vezes o silêncio do Coachee tem um significado mais profundo do que todas as palavras já proferidas! Quantas lágrimas já rolaram, quantos sorrisos já surgiram, todo o corpo “grita” silenciosamente o que vai na sua essência (linguagem corporal), que (a maioria da vezes) é abafado pelo tom da sua voz (cheia de filtros!).

Facilitar que o Coachee aceda à sua essência, sem medos, remorosos, culpas, vergonhas; promover o “renascimento” de um novo Ser; potenciar no Coachee a busca do Sentido e Propósito de sua Vida; eduzir dele os seus objetivos (que sempre teve), seus sonhos (dos conscientes), é a verdadeira Arte e Ciência do Coach! Levar o Coachee a esta autoconsciência e autogestão e permitir que ele transmute “os grãos de areia” limitadores e se supere continuamente, é o desafio mais sublime do Coach!

Mas o Coachee não se iluda! Ao Coach cabe ajudá-lo a preparar o “caminho”, mas é ao leitor, potencial Coachee, que o tem de percorrer, com entusiasmo, compromisso, determinação e disciplina! Se chegar ao fim do caminho é o objetivo, é ao longo deste que ocorrem todas as “transformações” que nos dão a certeza que afinal estamos Vivos e não apenas existimos!

A LENTE AUMENTATIVA DO CIÚME

“Os ciumentos sempre olham para tudo com óculos de aumento, os quais engrandecem as coisas pequenas, agigantam os anões, e fazem com que as suspeitas pareçam verdades.” Miguel de Cervantes

LUÍS PINHEIRO
Antes de começar a explorar este tema, quero desde já estipular que o ciúme é uma emoção como qualquer outra, pertence é ao ser humano, e em termos evolucionista tem o propósito de dar resposta a uma situação de ameaça, real ou não, de perder uma relação ou posição num relacionamento significativo.

O ciúme é considerado por vários autores uma espécie de medo, que está inteiramente relacionado com o desejo de conservar algum tipo de conquista. Poderá ser considerado normativo o ciúme, quando o mesmo é passageiro, ou seja, quando a pessoa vive essa experiência mas não fica focada nessa ideia. Outra dimensão que limita o ciúme normal é fato dele ter sido provocado por uma situação específica e real. Este ciúme surge do desejo de manter o relacionamento e não pelo sentimento de traição ou de possessão sobre o outro.

São essas duas barreiras que separam o ciúme normativo do patológico, ou seja, o ciúme patológico começa a aparecer quando os pensamentos que lhe têm por base são irrealistas ou infundados. Existe um universo de razões que pode levar a este tipo de ciúme contudo tende a ter como origem o sentimento de inferioridade e insegurança, onde o indivíduo se sente desprezado e descartado pelo outro sem se ter baseado em fatos concretos.

Num extremo o ciúme patológico pode estar associado ao desenvolvimento de um distúrbio de personalidade conhecido por “Perturbação de personalidade Paranoide”, onde a desconfiança e a suspeição face aos outros são características centrais que interferem com o seu modo de pensar, sentir e naturalmente de agir. Neste sentido tende a interpretar as intenções e ações dos outros como ameaçadoras, sendo difícil adotar outras explicações alternativas para os seus comportamentos.

Tende a ser bastante comum, que pessoas com ciúme patológico apresentem uma compulsão por verificar constantemente as suas dúvidas chegando ao ponto de invadir a privacidade da outra pessoa com o intuito de validarem os seus pensamentos disfuncionais. A monitorização do parceira/o nas redes sociais, o controlo pelas chamadas e mensagens do telemóvel, o remexer nos pertences da/o parceira/o tendem a ser comportamentos bastante presente no quotidiano destas pessoas. Estes comportamentos tem apenas o prepósito de alivar os sentimentos de dúvida e de insegurança provocados pelos pensamentos disfuncionais que por sua vez leva a criação de esquema que mantem o próprio comportamento.

Depois de toda esta informação negativa que explorei é importante salientar que este comportamento tem solução. Mas para isso a pessoa deve aceitar e reconhecer que o seu sofrimento advém de um distúrbio mental, e consequentemente necessita de um tratamento psicoterapêutico e em alguns casos psicofarmacológico. É neste momento que a/o parceira/o tem um papel chave, em perceber o funcionamento desta psicopatologia e ajudar a ultrapassar os esquemas de pensamento desadaptado.

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

COACHING? PORQUE NÃO?

JOSÉ CASTRO
Estimados leitores,

As primeiras palavras a serem escritas tinham que ser de agradecimento pelo convite que me foi dirigido. É pois uma responsabilidade satisfazer, e se possível superar, as expectativas criadas, não só pelo editor mas também pelos leitores.

Foi com satisfação que li o slogan da BIRD «o pouso das palavras, o voo das opiniões», com o qual me identifico. As palavras (escritas) até pousam, ficam registadas no tempo, mas as opiniões essas voam, essas evoluem no tempo e no espaço dependendo das Vivências e Convivências, do que se Aprende e Desaprende, do que se Chora ou Ri, do que faz sentido e do que não faz sentido…. Enfim, cada um com a sua “cosmovisão” com os seus “Paradigmas”! Mas no meio de tantas “Cosmovisões” e “Paradigmas” distintos, o que une o Ser Humano é muito superior àquilo que o separa!

Presumo que este desabafo me será permitido pois está em sintonia com o editorial da BIRD “surgindo aqui a escrita como uma arte de dar voz a pensamentos, ideias, estados de alma”.

Grande parte da minha vida profissional foi ligada à Educação e à Formação, o que implicou uma relação intensa e extremamente rica, com inúmeros jovens e jovens adultos cada um com o seu “mapa mental”.

Atualmente quer como Coach, quer como praticante de voluntariado, relaciono-me com inúmeras pessoas das mais distintas faixas etárias, padrões sociais e culturais. No entanto, existe um “padrão” mental que tenho constatado, salvo felizes exceções:

· Nos mais jovens manifesta-se uma apatia perante a Vida, encontram-se desmotivados, desorientados, num “vazio existencial” associados a uma “normose” desconcertante! 

· Nos mais idosos, constata-se uma “prisão” ao passado, nomeadamente a situações de “desconforto” emocional que o trazem para o presente (ruminação de emoções/sentimentos/pensamentos/ tóxicos) que induzem a episódios depressivos e um deixar “andar” no tempo, sem direção e sentido até ao fim da sua vida biológica!

· Na faixa etária intermédia, a faixa ativa, estão todos aqueles que dão “litro e meio” no seu trabalho. Infelizmente, no mundo laboral, muitos trabalhadores “arrastam-se” no seu dia-a-dia, dado o cansaço, não meramente físico mas também psicológico (a escravidão do séc XXI) a que estão sujeitos (subliminarmente, ou não) na sua empresa! O trabalhador apenas deseja que chegue a sexta-feira (muitas vezes nem assim!) para se “livrar” do trabalho!

Todas estas situações aqui descritas (talvez um pouco exageradas…ou não) são indicadoras de uma ausência de Significado e Propósito de Vida para a maioria dos Seres Humanos, independentemente da sua atividade profissional, género, faixa etária e nível cultural! Indicadoras de ausência de entusiasmo por Viver, ausência de trilhar novos caminhos, de superar-se, de caminhar em direção ao seu bem-estar Físico, Mental, Social e Espiritual. 

É neste contexto que atualmente surge o Coaching.

O Coaching, nas suas (inúmeras) vertentes, Pessoal, Educacional, Organizacional, etc, é pois uma das melhores ferramentas de desenvolvimento e superação Pessoal, assim como Profissional, que possui especificidades que o tornam único.

O Coaching como “Processo Contínuo” recorre a técnicas apropriadas “Modelos de Coaching”, permitindo que o cliente “Coachee” estruture os seus pensamentos e emoções, desbloqueei convicções limitadoras, seja desafiado e capacitado para atingir todo o seu potencial. Encoraja-o a definir metas, a criar opções, a ultrapassar problemas e a transformar crenças limitadoras em atitudes positivas, que o levará a um resultado eficaz na resolução dos seus dilemas e conflitos. As Sessões de Coaching, inerentes ao processo contínuo, inspiram--se na aplicação da “Maiêutica”, que recorrendo às “Perguntas Certas” e metodologias apropriadas, levam o Cliente “Coachee” na busca de respostas em sintonia com o seu “Mapa Mental.”

O Coaching, quando aplicado às Organizações, facilitará (se os Líderes das mesmas assim o entenderem) que estas se tornem “Positivas”, “Vivas”, “Autentizóticas”, onde o trabalho não será mais uma “tortura”, onde o trabalhador não será mais um “número”, onde os chefes não serão mais “ditadores”! A organização como um “todo” não será meramente direcionada para o sucesso, mas também para a Felicidade de todos os que a constituem, onde a Responsabilidade Social dos seus Líderes é expandida a todos os Seres (Pessoas; Animais; Natureza) cocriando assim um Mundo mais Ético e Sustentável.

Tendo em conta que cada Ser Humano é sempre o mesmo nos diversos contextos da sua vida, (apesar de neles apresentar “máscaras” diferentes), a grande questão que se colocará como desafio é: Conhece-te a ti mesmo!

Daqui eventualmente sairá um conjunto de parâmetros passíveis de serem desenvolvidos e de potencialidades subaproveitadas que devidamente trabalhadas (por si) sob a orientação do Coach, o conduzirá a uma Vida mais Plena.

Votos de boas reflexões, até uma próxima oportunidade,
Até lá, aprecie Viver

O PREÇO ESMAGADOR DE TENTARMOS AGRADAR TODA A GENTE

LUÍS PINHEIRO
Ao tentarmos agradar toda a gente o preço que pagamos é demasiado alto, mesmo vendo em perspetiva, o que nos leva a agir deste modo é o medo constante de estarmos sozinhos, seja essa solidão na presença de outros ou não. Estou a falar do medo da solidão quando estamos acompanhados, ou seja, a doença existe onde pensávamos encontrar a nossa cura.

São os nossos desejos e medos que servem de base para o aparecimento da companhia. As relações sociais tornam-se significativas quando são de qualidade e refletem intimidade. É normal termos o desejo de estarmos ao redor de pessoas que apresentem escalas de valores próximas das nossas. Neste sentido, uma má forma de viver seria habitar um ambiente não escolhido por aquilo que desejamos e ambicionamos mas sim pelos nossos medos.

Os relacionamentos que nascem do medo, ou da necessidade de estarmos acompanhados leva-nos a aceitar condições que podem ir contra tudo aquilo que nos representa enquanto indivíduos em oposição aos relacionamentos que são criados e mantidos pelo desejo incondicional de estarmos com a outra pessoa que nos fazem crescer e evoluir

O que nos guia nos relacionamentos nem sempre é constante e inicialmente pode advir da vontade própria e facilmente se transformar numa necessidade. É neste momento, em que deixamos morrer a nossa assertividade e damos espaço ao medo para proliferar e nos deixar presos aos relacionamentos em vez de os vivermos.

O objetivo das nossas relações interpessoais não é agradar toda a gente, é importante aprendermos a aproveitar os relacionamentos que nos fazem bem e por outro lado afastarmos as pessoas tóxicas na nossa vida, uma tarefa deveras difícil de realizar quando está com medo.

Se pensarmos bem, todos temos enumeras histórias em que aceitamos ir a algum sítio que não queríamos, lidar com pessoas que não queríamos, situações estas marcadas por sentimentos fortes de angústia e tristeza. Quantas vezes damos por nós a trair-mo-nos para agradar outras pessoas? Muitas vezes, claramente…

Essa linha fácil de cruzar existe quando o medo de ficarmos sozinhos supera o nosso amor-próprio. Do medo não advêm qualquer tipo de evolução pelo contrário apenas uma estagnação.

Como então podemos contrariar este medo natural? A resposta encontra-se no desenvolvimento da nossa assertividade. É importante que nas nossas relações interpessoais aprendamos a ser sinceros connosco e consigamos dizer não quando realmente é preciso. Claro que este processo é longo, e não é de forma instantânea que aprendemos a ser assertivos nos momentos cruciais das nossas relações, é um trajeto longo e vertiginoso, que em certos dias estamos a controlar as situações e noutros somos controlados por elas.

O mais importante é sabermos identificar quando o medo de estarmos sozinho toma controlo de nós, e nesses momentos termos uma força titânica para o contrariar, porque só assim podemos realmente viver os nossos relacionamentos.

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

O OUTRO LADO DO ESPELHO

VANESSA MIMOSO
Com o objetivo de alcançar o corpo ideal, a pessoa com Anorexia Nervosa adota estratégias desadequadas e prejudiciais para a saúde, por forma a conseguir perda de peso. Atinge em maioria o género feminino (cerca de 95% dos casos) e geralmente tem início na adolescência. Há alguns fatores que podem contribuir para o seu aparecimento como por exemplo a pressão social por questões de estética; uma reduzida auto-estima; entre outros.

A Anorexia Nervosa é caracterizada essencialmente por uma distorção da imagem corporal, a pessoa vê-se com excesso de peso mesmo quando já se encontra num estado muito avançado de magreza; preocupação extrema e medo patológico de ganhar peso, que não é atenuado mesmo quando o seu peso continua a diminuir.

Uma pessoa com Anorexia Nervosa apresenta um significado de peso e forma corporais distorcidas e tende a utilizar uma diversidade de técnicas para avaliar a forma ou peso corporais tais como: medição obsessiva de certas partes do corpo, pesagens repetidas e uma exposição persistente ao espelho por forma a verificar as áreas que considera como “gordas” (quando se observa ao espelho vê uma imagem distorcida do corpo).

Por isso, mostra-se insatisfeita com o seu próprio corpo e passa a fazer uma ingestão insuficiente de alimentos (uma dieta muito restritiva e cálculo de calorias), recusando-se por vezes a comer (usa truques para dar a impressão de que já comeu ou esvaziou o prato); a pessoa pode desidratar-se e ter tendência para o desmaio. Realiza exercício físico de forma compulsiva o que contribui para um peso corporal abaixo do nível normal mínimo para a idade e altura (perda de peso acentuada).

É uma perturbação que traz diversas complicações/alterações hormonais e um dos sintomas que se observa na mulher é a amenorreia (ausência de 3 ciclos menstruais consecutivos). Ocorre ainda uma redução na líbido, infertilidade, uma pressão arterial baixa, insuficiência cardíaca, anemia, cabelo fino/suave (queda de cabelo), unhas quebradiças, pele seca, ou pelo contrário, excessiva camada de pelos na face e no corpo.

No episódio atual de Anorexia Nervosa, quando a perda de peso é conseguida primariamente através da dieta, jejum ou exercício físico sem métodos purgativos ou bulímicos estamos perante o Tipo Restritivo, isto é, a pessoa restringe simplesmente a quantidade de comida que ingere e pratica um excesso de exercício físico para controlar o peso. Por outro lado, quando a pessoa tem crises bulímicas regulares (ingestão excessiva de alimentos) e/ou purgativas, recorre a métodos purgativos como o vómito auto-induzido, laxantes, diuréticos para não “ganhar calorias” e por vezes até mesmo quando faz uma ingestão de pequenas quantidades de comida (Tipo Ingestão Compulsiva/Tipo Purgativo).

Relativamente ao tratamento, a Anorexia Nervosa requer um acompanhamento psicológico e físico (médico e nutricionista). O tratamento deve ser feito em duas fases: primeiro uma recuperação do peso corporal e quando o estado nutricional é aceitável inicia-se a Psicoterapia por forma a trabalhar o insight acerca da doença (tendência a negar que está doente), trabalhar a identidade, a sua auto-estima, a perceção adequada da sua imagem corporal bem como a relação com a comida.

São vários os estudos que nos indicam que é possível uma recuperação com sucesso, sendo crucial o envolvimento da família neste processo.

domingo, 5 de novembro de 2017

PERDOAR

CARLA SOUSA
Perdoar não é esquecer ou fingir que um erro nunca aconteceu.

Não é ser um “tótó” e “engolir” todas as asneiras dos outros.

Não é estar apenas à espera de um pedido de desculpas ou tentar que seja feita vingança segundo a lógica do “cá se faz, cá se paga.

Não significa que se passe a fechar os olhos aos erros dos outros ou se finja que está tudo bem, que nada aconteceu.

Trata-se de não esquecer mas sim arrumar o problema devidamente no nosso “armário” das memórias e não guardar ressentimentos.

É seguir em frente.

É claro que nem sempre é possível resolver os problemas logo, porque depende da forma como as pessoas estão. Ora, depende se quem cometeu o erro está preparado para assumir o erro e pedir desculpas e, se do outro lado há espaço para ouvir o pedido de desculpas e, para “perdoar”.

Todos temos tempos diferentes para digerir as situações que nos incomodam e magoam.

Por isso pedir e aceitar desculpas depende do comportamento tido e da relação que temos com a pessoa. É possível que nunca mais se tenha o tipo de relação que se tinha ou por outro lado, havendo separação ou afastamento. Ou, por outro lado, existem casos onde há um fortalecimento dos laços. Mas… cada caso é um caso.

Aprender a perdoar e ser perdoado traz benefícios para o desenvolvimento individual de cada um.

É difícil perdoar porque ainda há quem confunda muito com o aceitar de uma injustiça.

Internamente, demorámos mais a aceitar desculpas porque não estamos a acreditar no que aconteceu e, porque achamos que é injusto.

Ou seja, se perdoar estou a aceitar o que a pessoa fez, aquilo que foi uma tremenda injustiça.

Mas, não é assim! Pois, a atitude não deixa de ser errada ou injusta. Normalmente, surgem vários sentimentos associados: ressentimento, raiva, ansiedade, depressão, tristeza, desilusão…

Ao longo da vida deparámo-nos com situações que nos magoam, ofendem em maior ou menor escala e a capacidade de perdoar e de nos perdoarmos é extremamente importante.

O ressentimento deixa as pessoas cansadas e desgastadas físicas e emocionalmente.

Quando não é resolvido pode conduzir ao stress, ansiedade, ataques de pânico, depressão.

A raiva quando não é trabalhada pode conduzir a desejo de vingança.

Quando existe capacidade de perdoar é um sinónimo de saúde mental. Evita-se ficar na dor e no ressentimento e caminha-se no sentido do amor-próprio e de se poder voltar a confiar e a amar.

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

PORQUE AMANHÃ PODE SER TARDE DEMAIS

MÁRCIA PINTO
Na atualidade, as pessoas vivem tão centradas em si próprias e nas suas vidas que nem sempre valorizam o suficiente quem têm ao seu lado. Esquecem-se que ninguém é imortal e quando se apercebem do erro já é tarde demais para reverter a situação.
Para que tal não aconteça, devemos valorizar quem nos ama, quem faz questão de estar presente nos bons e nos maus momentos. Não queiramos sentir o sabor amargo do arrependimento de querer ter novamente ao nosso lado quem entretanto se cansou de esperar por nós.

Desta forma, o momento certo para valorizar os nossos amigos é agora, porque amanhã poderá ser tarde…

Hoje em dia, com as novas tecnologias, nem a distância ou a falta de tempo podem servir de desculpa por isso, porque não enviarmos uma mensagem a um amigo de infância, combinarmos um café com aquela pessoa que nos faz dar uma boa gargalhada, mas com quem já não estamos há já algum tempo!
Deste modo, é importante não cair no erro de pensar que as amizades conquistadas serão eternas. Elas são como um jardim que precisa de ser regado e cuidado com carinho pois, quem valoriza as pessoas que lhes são importantes, também será importante para essas mesmas pessoas. É um ciclo em que recebemos aquilo que damos.
Os verdadeiros amigos devem ser companheiros para toda vida, irmãos para viver grandes momentos ao nosso lado e peças essências da história que nos devemos orgulhar em construir todos os dias.

A vida é mais curta do que aquilo que pensamos. De um momento para o outro temos que nos despedir de pessoas que amamos e que de alguma forma marcaram o nosso coração. Por isso, devemos valorizar aqueles que estão sempre presentes nas nossas vidas. Porque aquilo do “nunca é tarde demais” chega sempre cedo demais. E quando isso acontece, dói. Mas, ainda que doa sempre, ter aproveitado a companhia das pessoas que amamos ajuda a não somar o arrependimento a essa dor.
Não devemos deixar nada por dizer, nem esperar pelo dia de amanhã para demonstrar afeto àqueles que são importantes para nós. 

Devemos assim valorizar quem merece e quem nos ajuda a ser alguém mais feliz.

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

MAS QUE RAIO É O AMOR?

LUÍS PINHEIRO
Em regra o amor faz parte da nossa vida, nós podemos senti-lo por diversas pessoas e de várias formas. Mas o que é o amor em termos psicológicos? Como definimos?

A definição de amor entre os psicólogos não é clara nem unanime e foi evoluindo ao longo dos tempos. William James, um dos fundadores da psicologia moderna, definia o amor como a associação entre uma sensação agradável e a ideia do objeto que a produz, Watson por sua vez, era muito mais funcional e definia como uma resposta emocional provocada pela estimulação cutânea das zonas erógenas. Trinta anos depois, Sullivan descreve o amor como um estado em que a segurança do próprio e a satisfação do outro são tão importantes como as próprias. Muito mais recentemente Garcia define como um conjunto de conjunto de pensamentos, sentimentos, motivações, reações fisiológicas, ações (comunicação não verbal) e declarações (conduta verbal) que ocorrem nas relações interpessoais íntimas e sexuais.

Atualmente sabemos que o amor é um processo dinâmico e não uma estrutura estática, que está em constante mudança no decorrer da relação e que a sua definição dependerá sempre do estado em que se encontra a própria relação.

Existem várias teorias vigentes relativamente ao amor, eu irei explorar apenas uma, a teoria triangular de Sternberg. A teoria demonstra-nos que qualquer tipo de amor é definido por um cruzamento de três variáveis diferentes: intimidade, paixão e comprometimento.

É a variação destas três dimensões que vão resultar nos diferentes tipos de amor, por exemplo, o amor caracterizado por elevado nível de intimidade e de comprometimento mas reduzida paixão é o amor companheiro. Amor este bastante comum entre os casais mais velhos onde a paixão e o desejo são diferentes, ou no caso das grande amizades. Quando nos deparamos com níveis elevados de intimidade e de paixão mas ausência de comprometimento aparece o amor romântico, muito comum entre os adolescente e no início dos relacionamentos.

Por último, quando o relacionamento é pautado pela paixão e pelo comprometimento com a ausência da intimidade temos o amor fugaz. Este ultimo tende a durar pouco tempo devido as suas características.

Como em tudo, o autor descrever uma fórmula perfeita do amor num relacionamento que é o amor consumado que basicamente resume-se a uma combinação perfeita das três dimensões do amor.

Depois da exploração desta teoria penso que o que é importante reter é que o amor não é único e que não existe apenas uma forma de amar… O amor num relacionamento vária ao longo do tempo. O mais importante é sabermos adaptar-nos a essa mudança para conseguirmos aproveitar ao máximo a felicidade que pode advir dela.

A psicologia como qualquer outra ciência encontra-se em constante evolução, evolui com a própria evolução da sociedade. Neste âmbito o estudo do amor também deverá ter muitas cartas para dar, mas uma coisa é certa, qualquer tipo de amor que podemos nutrir por alguém só vale apena ser sentido se trouxer algo de bom para a pessoa. O amor não dói, o amor não magoa.