Mostrar mensagens com a etiqueta Importa Saber. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Importa Saber. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

NOVOS CRONISTAS NA BIRD

O mês de fevereiro trará novidades para a Revista on-line BIRD. Para além do novo grafismo, ainda em fase de testes, dois novos cronistas juntar-se-ão à equipa dos cronistas residentes.

Brevemente

FOTO DISTORCIDA DOS NOVOS CRONISTAS

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

NATAL - DAS ORIGENS PAGÃS À REALIDADE BÍBLICA


«Pensei que este Natal era para toda a gente...» - actor da novela "A Única Mulher" que desempenha o papel do personagem Kandimba.
__________

O texto não reflecte uma opinião do autor, que não é crente. Está baseado nos documentos históricos que adquiriu (a Bíblia Sagrada, edição pastoral, da PAULUS Editora, 7.ª edição 2011, com a revisão literária do Padre João Gomes Filipe), bem como outros que consultou na internet, estudando-os para poder elaborar este ensaio com propriedade.
___________
ALVARO GIESTA
Capturou-me a tristeza, desenhada entre traços de ansiedade, estampada no rosto do menino negro que desempenha o papel do personagem Kandimba na novela portuguesa mais badalada no momento, e levou-me a escrever sobre o Natal, de modo diferente do que habitualmente se escreve, nesta e desta data: nem conto com o Menino nas palhinhas deitado, ladeado pela vaquinha e jumento, sequer com o pinheiro ricamente ornado com enfeites de múltiplas cores, menos ainda com quanto é possível adjectivar com palavras, com prendas e presentes, unicamente para este dia, singular, que devia ser igual a todos os outros, pois Natal é sempre que o homem queira e o deve ser, e sempre, sem a hipocrisia encoberta nos votos formulados sem a vontade sincera de os fazer, simplesmente para não fugir ao que, protocolarmente, está pré-estabelecido.

Escrever sobre a mística e mítica e mais importante festa para as crianças, é coisa por demais "batida" e banal no recurso que se faz das palavras e dos gestos, tão-sempre iguais para desta data se dizer. Não me interessa saber se, do que aqui fica expresso, me acham tão mordaz ou mais ácido, nas palavras, quanto Eça o foi nos seus escritos realistas. Sou igual a mim mesmo e vertical assim serei, ora e sempre, até que passe à posição final - a horizontal. E de palavras e com palavras, secas e cruas, acredito no que a HISTÓRIA (e a BÍBLIA) me diz: JESUS NÃO NASCEU A 25 DE DEZEMBRO.

Todos os anos se chega à época final de cada ano em que todo o mundo cristão se prepara para celebrar o mais notável acto solene - o nascimento de Jesus Cristo. Para este acto, homenageando um Ser que nasceu pobre e pobre viveu durante a sua curta vida, de sandálias e túnica, tudo se cobre, nefastamente, dos mais ricos e exuberantes gestos de poder que à humildade e à pobreza repugna. «O Messias é pobre» [i] (Lu 2,21), «O Messias veio para os pobres» [ii] (Lu 2,8). «Lucas relata o momento do nascimento de Messias e... quem são as estrelas deste acontecimento? A quem aparecem os anjos a anunciar este sublime acontecimento, esta «boa nova de grande alegria para todo o povo»? Ao sumo-sacerdote? Aos ricos e senhores importantes de Jerusalém? Não. A pastores, humildes e pobres, a trabalhadores do campo, desgraçadamente pobres. A gente insignificante. Lucas, diz-nos, que aquilo que é insignificante é aquilo que Deus valoriza.

E do Natal, regressando às suas origens, falemos, para que os mais novos e os mais humildes - como o humilde actor da novela - fiquem a saber que ele nem sempre foi aquilo que se julga ter sido.

DAS ORIGENS PAGÃS:

Da Enciclopédia Católica [iii] (edição de 1912) «A festa de Natal não estava incluída entre as primeiras festividades da Igreja (...).» Na mesma enciclopédia, ensina-nos ORÍGENES [iv], um dos chamados pais da Igreja que «...não vemos nas Escrituras ninguém que haja celebrado uma festa ou celebrado um grande banquete no dia do seu natalício. Somente os pecadores ("por pecadores entende-se pagãos" como Faraó ou Herodes) celebraram com grande regozijo o dia em que nasceram neste mundo.»

Tardaram os cristãos, mais de três séculos, a celebrar o Natal adulterando, contudo, aquela que parece ter sido (a história assim nos diz) a verdadeira data do nascimento do Homem que veio para redimir o mundo. A história demonstra que, durante os primeiros três séculos da nossa era, os cristãos não celebraram o Natal. Só no século IV (ano 350) após se ter firmado aquilo a que se chamou a igreja estatal do Império Romano (o sistema que hoje é conhecido por Igreja Romana), é que a festa do Natal começou a ser introduzida. Foi o Papa Júlio I [v] que declarou o dia 25 de Dezembro - que fora o dia da festa pagã do deus-Sol - como dia festivo do nascimento do Filho de Deus; contudo, somente no século V é que foi oficialmente ordenado que o Natal fosse observado, para sempre, como festa cristã, e se realizasse no mesmo dia da secular festividade romana em honra ao nascimento do deus-Sol, já que não se conhecia a data exacta do nascimento de Cristo.

E a resposta à pergunta que não é necessário fazer, fica, para sempre, latente no espírito dos cépticos e inquietos: se fosse vontade de Deus que guardássemos e festejássemos o aniversário de seu Filho muito-amado, não nos teria ocultado a sua data, exacta, de nascimento, nem nos teria deixado, sem qualquer referência a ela, exacta, em todo o percurso da Bíblia. E, assim, foi, pelo paganismo, que nos vimos ordenados a adorar Deus, no seu Filho muito-amado no nascimento "inventado" em 25 de Dezembro. Vejamos:

DO (NÃO) NASCIMENTO DE JESUS EM 25 DE DEZEMBRO - analisando Lucas [vi], segundo o seu evangelho:

«Naqueles dias, o imperador Augusto publicou um decreto, ordenando o recenseamento em todo o império. Este primeiro recenseamento foi feito quando Quirino era governador da Síria. Todos iam registar-se, cada um na sua cidade natal. José era da família e descendente de David. Subiu da cidade de Nazaré, na Galileia, até à cidade de David, chamada Belém, na Judeia, para se registar com Maria, sua esposa, que estava grávida. Enquanto estavam em Belém, completavam-se os dias para o parto, e Maria deu à luz o seu filho primogénito. (...)» (Lu 2, 1-7) [vii]

«Naquela região havia pastores, que passavam a noite nos campos, tomando conta do rebanho. Um anjo do Senhor apareceu aos pastores...» (e anunciou) «hoje, na cidade de David, nasceu-vos um Salvador, que é o Messias, o Senhor.» (Lu 2, 8-11) [viii]

Ora, é sabido (e adiante se confirmará no capítulo A BÍBLIA MOSTRA QUANDO JESUS NASCEU) que isto jamais pôde acontecer na Judeia durante o mês de Dezembro - os pastores tiravam os rebanhos dos campos em meados de Outubro e abrigavam-se para os proteger no inverno no tempo frio e das chuvas. (Adam Clark Commentary, vol 5, pag. 370) [ix]. E mais: a Bíblia, no livro bíblico Esdras diz-nos que «No terceiro dia, todos os homens de Judá e de Benjamim estavam reunidos em Jerusalém. Era dia vinte do nono mês (logo, Setembro). Todo o povo estava na praça do Templo de Deus (...)» (Esd 10,9) [x]

Ora, nascer Jesus em Dezembro, parece impossível; porque, impossível parece ser a permanência dos pastores com seus rebanhos durante as frias noites no campo, como também parece improvável que o recenseamento fosse convocado para a época das chuvas e frio, como se vê em Lucas 2,1. Mas...


A BÍBLIA MOSTRA QUANDO JESUS NASCEU:

Jesus Cristo nasceu na festa dos Tabernáculos, [xi] a qual acontecia em cada ano no final do 7.º mês (Itenim ou Tshiri) do calendário judaico - correspondente (mais ou menos) ao mês de setembro do nosso calendário, dado que o calendário judaico é lunar-solar e o nosso é solar. E, nessa festa dos Tabernáculos, das Tendas originalmente chamada, Deus, que a instituiu, habitava com o povo de Israel para que sempre o Seu povo se lembrasse dos dias de peregrinação pelo deserto. «Desde o dia quinze do sétimo mês (...) celebrareis a festa do Senhor durante sete dias (...) Morareis em tendas durante sete dias (...) para que (...) saibam (todos os descendentes de Israel) que eu fiz habitar os filhos de Israel em tendas quando os tirei do Egipto.» (Lv 23, 39-43) [xii]

Vejamos, nas Escrituras, alguns detalhes, ainda que superficialmente, que nos vão ajudar a situar, cronologicamente, o nascimento de Jesus:

Os Levitas [xiii] eram divididos em 24 turnos e cada turno ministrava por 1/24 = 15 dias, 2 vezes por ano. Com os números arredondados e corrigida, a cada 3 anos, a distorção entre o calendário judaico lunar-solar e o nosso calendário solar, 24 turnos a 15 dias cada turno, ia dar o correspondente a 365,2422 dias, o equivalente ao ano. (1 Cr 23, 1-32) e (1Cr 24,1-19) [xiv]

O primeiro turno iniciava-se com o primeiro mês do ano judaico - mês de Abibe (março/abril). O quarto turno, correspondente aos meses de junho/julho (mês de Tamuz), era aquele em que o sacerdote Zacarias, pai de João Batista, ministrava no Templo. Terminado o seu turno Zacarias voltou para casa e (conforme a promessa que Deus lhe fez) sua esposa Isabel, que era estéril, concebeu João Baptista (nos finais do mês Tamuz - junho/julho ou princípios do mês Abe - julho/agosto).

«Depois de terminar os seus dias de serviço no santuário, Zacarias voltou para casa. Algum tempo depois, sua esposa Isabel ficou grávida, e escondeu-se durante cinco meses.» (Luc 1, 23-24) [xv]. Jesus foi concebido 6 meses depois, no fim do mês Tebete - dezembro/janeiro ou início de Sebate - janeiro/fevereiro.

Diz-nos S. Lucas:

«No sexto mês (fim do mês Tebete "dezembro/janeiro" ou início do mês Sebate "janeiro/fevereiro"), o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia chamada Nazaré. Foi a uma virgem, prometida em casamento a um homem chamado José, que era descendente de David. E o nome da virgem era Maria. O anjo entrou onde ela estava e disse: "Alegra-te, cheia de graça! O Senhor está contigo! (...) Não tenhas medo, Maria (...) Eis que vais ficar grávida, terás um Filho e dar-Lhe-ás o nome de Jesus."» (Lu 1, 26-30) [xvi]

Nove meses depois, no final do mês Itenim ou Tshiri (que cai em setembro e/ou outubro) - o mês em que os judeus comemoravam a Festa dos Tabernáculos, Deus veio habitar, veio "tabernacular" com os homens. Foi o mês em que nasceu Jesus, o Emanuel, o Filho do Altíssimo.

Jesus, o verdadeiro Messias, não nasceu neste mítico dia 25 de Dezembro. Nada existe que prove, cientificamente, que foi nesta data ou noutra qualquer, que Cristo nasceu - nem apóstolos o dizem nem a igreja com propriedade o pode provar, pois jamais a igreja primitiva e/ou os apóstolos celebraram o natalício de Cristo.


O NATAL NAS IGREJAS E OS COSTUMES NATALÍCIOS:

A Nova Enciclopédia de Conhecimento Religioso de Schaff-Herzog [xvii] diz-nos que «Não se pode determinar com precisão até que ponto a data desta festividade teve origem na pagã Brumália», nome dado às festas romanas em honra a Baco - 25 de dezembro, «a que se seguia a Saturnália», festival romano em honra ao deus Saturno que ocorria no mês de dezembro, no solstício de inverno; era celebrada no dia 17 de dezembro, mas ao longo dos tempos foi alargada à semana completa, terminando a 25 de dezembro «e que comemoravam o nascimento do deus-Sol no dia mais curto do ano.» Diz-nos ainda que, «As festividades pagãs de Saturnália e Brumália estavam demasiadamente arreigadas nos costumes populares para serem suprimidas pela influência cristã» que nascia, a quem também agradavam.

Por isso, os pagãos do mundo romano do século IV e V pseudamente «convertidos em massa» ao cristianismo que, sob a influência maniqueísta de Constantino [xviii], identificavam o Filho de Deus com o Sol, levando consigo suas antigas crenças e costumes pagãos, dissimulando-os sob nomes cristãos, «viram com simpatia uma desculpa para continuar celebrando-as sem maiores mudanças», e a adaptarem a sua festa do dia 25 de Dezembro (dia do nascimento do deus-Sol) com o título de «dia de natal do Filho de Deus». Assim foi como se introduziu no mundo ocidental o Natal.

Nesta altura se popularizou, também, a ideia de «a Madona e Seu Filho» na época do Natal. Coisa que vem da longínqua Babilónia e do poderoso caçador CONTRA Deus como se refere no Génesis [xix] «Cuch gerou Nemrod, que foi o primeiro valente da Terra. Foi um valente caçador diante do Senhor (...). As capitais do seu reino foram Babel (...).» (Gn 10,9). Nemrod era tão pervertido que, segundo os escritos, casou-se com a própria mãe, cujo nome era Semiramis. Prematuramente morto, sua mãe-esposa propagou e preservou a "reencarnação" de Nemrod em seu filho Tamuz. E declarou que em cada natal (nascimento) de seu filho, estabelecido como 25 de Dezembro, Nemerod desejaria ter presentes numa árvore. Parece ser esta a verdadeira origem da ÁRVORE DE NATAL.

Semiramis converteu-se na «rainha do céu» e Nemrode (sob diversos nomes) o «filho divino do céu». E esta veneração se propagou a todo o mundo e hoje nos aparece em imagens e estatuetas de «Madona e Seu Filho».

Mas outras leituras nos dizem que a tradição da árvore do Natal vem da Alemanha, tal qual a canção «Noite Feliz». Antes do ano 350 da era cristã, quando o Papa Júlio I, atrás referido, declarou o dia 25 de Dezembro como sendo o dia do nascimento do Messias, já o povo germânico tinha por tradição guardar ramos verdes em casa para afastar os maus espíritos. Esta prática pagã foi substituída pelo hábito cristão de manter ramos verdes em casa como símbolo da vida que Jesus trouxe a este mundo. Mais tarde os ramos foram substituídos por árvores inteiras enfeitados de velas e outros símbolos. A árvore de Natal é, hoje, o maior e principal símbolo do Natal e os ornamentos luminosos significam a luz que Jesus trouxe ao mundo. É a alegria da criançada.

Outros costumes de origem pagã se preservam na festa Natalícia:

A GUIRLANDA (coroa verde adornadas com bolas e fitas coloridas) que enfeita o exterior das portas de tantos lares, significa que ali se celebra o Natal e a demonstração de o compartilhar com os vizinhos. As VELAS, velha tradição pagã que, acesas, serviam para reanimar o deus-Sol, quando este se extinguia para dar lugar à noite.

De PAI NATAL (o Papai-Noel), estudiosos o afirmam, que a figura do bom velhinho foi inspirada no Bispo Nicolau (N. 280 na Turquia), mais tarde tornado santo por milagres relatados, por ser de bom coração, que costumava ajudar as pessoas pobres deixando saquinhos com moedas nas chaminés das casas. 

A associação da imagem do Santo ao Natal nasceu na Alemanha e espalhou-se pelo mundo - nos Estados Unidos tem o nome de Santa Claus, no Brasil Papai Noel e em Portugal Pai Natal. Representado antes (até ao final do século XIX) com uma roupa de inverno de cor marron ou verde escura, apareceu depois, pela criação do cartonista alemão Thomas Nast, em roupas de cor vermelha e branca com cinto preto, que em 1931 uma campanha publicitária da Coca-Cola, que também era da mesma cor, fez sucesso e ajudou a divulgar esta nova imagem do bom velhinho de barbas brancas e radiante pelo mundo: o mundo imaginário das crianças que, na véspera de Natal, deixa o Pólo Norte, onde habita, e, com o seu trenó, puxado por renas, traz presentes - a alegria das crianças - que foram obedientes e se comportaram bem durante o ano.

______
Bibliografia consultada:

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

«OS ANJOS DE PEDRA», NOVO LIVRO DE ANABELA BORGES APRESENTADO EM AMARANTE


Pormenor da mesa de apresentação
Narrativa evoca a história de amor entre Dom Pedro e Inês de Castro, com interlúdios de «Os Lusíadas», de Luiz de Camões.  

Pela voz do editor Luiz Pires Dos Reys e do poeta e crítico literário José Emílio-Nelson, a obra veio a lume, no passado dia 21 de Novembro, na Biblioteca Municipal Albano Sardoeira.


Trata-se de uma narrativa de inspiração inesiana, que desfia uma sequência de solilóquios de Inês de Castro e de Camões (que, como se sabe, tratou o tema n' «Os Lusíadas») e que, à beleza do modo de dizer antigo, associa o olhar do homem dos nossos dias.
Uma pequena obra que não é uma obra pequena.

As imagens da capa e contra-capa da obra reproduzem trabalhos do pintor Paulo Damião
[cortesia da galeria de arte Trema-Arte Contemporânea]”.

EDIÇÕES SEM NOME

ANABELA BORGES
AS PALAVRAS DA AUTORA

Trata-se de uma narrativa a duas vozes (a de Camões e da própria Inês) sobre a mui nobre e grandiosa (segundo muitos crêem, única no mundo) rainha póstuma, Inês de Castro. É uma obra que me é muito cara, já que a tenho escrita há quase três anos e só agora (depois de apreciá-la, cuidá-la, ‘ouvi-la’) me decidi a publicá-la.

Mais do que um momento solene, para mim, a apresentação de cada nova obra é um momento de gáudio e de festa, por poder contar com o apoio de conterrâneos, amigos e família.
É imensa a honra de ver esta obra publicada pelas Edições Sem Nome, pela mão do seu editor Luiz Pires Dos Reys, que apostou nela de uma forma singular. Eu não poderia ter encontrado melhores incentivos do que aqueles que me foram apresentados, desde o primeiro ao último sopro do livro, da primeira à última palavra do livro que agora tendes em mãos.
 
Capa do livro
Não é fácil falar sobre o processo de criação desta obra em particular.
Eu quis escrever uma história de amor. E não me foi dado ver outra que superasse a de Pedro e Inês, tão abordada em todos os géneros literários, cantada por tempos imemoriais, e nunca esgotada.
Mais afirmo que não tenho qualquer pretensão de que este livro seja classificado de narrativa histórica. Desenganem-se os que assim pensarem, pois esta é uma narrativa puramente ficcional e ficcionada.
Como referia atrás, quis escrever uma história de amor. Precisei de auxílio – aquilo que muitos designarão de inspiração, ou se fosse na voz do Poeta “o engenho e arte”. De facto, foi este Poeta, o próprio Luiz Vaz de Camões, que veio em meu auxílio. O episódio lírico de Inês de Castro (Canto III, est. 120 a 136 de «Os Lusíadas») é talvez aforma mais sublimada de cantar esta forma de amor que ultrapassou vozes, paredes, atravessou o próprio tempo, e, cuidando de derrubar um reino, ultrapassou a própria morte. Camões analisa este Amor, eleva-o com a paixão dos poetas, condena-o com a indignação que as circunstâncias lhe provocaram. Por essa razão, por ser o amor tão generoso e tão cruel, o próprio poeta condena-o, na epopeia, como “áspero e tirano”, que quer suas “aras banhar em sangue humano”. Veio Camões em meu auxílio para ser um dos narradores de «OS ANJOS DE PEDRA». É o que dá os poetas serem esternos.
Camões surge, assim, na minha obra como comentador-observador, como testemunha desse amor que tantos quiseram calar, mas que nenhuma voz conseguiu silenciar, pois por tempos imemoriais, se cantarão os amores de Pedro e Inês.
 
Pormenor do auditório da Biblioteca Albano Sardeira
Depois, há a voz de Inês. Pode dizer-se que é uma voz que ecoa fortemente em mim. É uma voz que me fala e muito me diz. Eu transformei também a voz de Inês em narradora.
A Inês de Castro que vos trago nesta obra é a mulher que talvez apenas possa ser inteiramente compreendida pelas mulheres, mulher frágil e determinada, angustiada e intuitiva, sacrificada, subjugada, impotente, apaixonada. “Nunca me foi dado saber que tivesse o destino assim fadado, senão agora, guardada que trago a meninice a um canto da memória. Vejo-me menina, numa infância roubada em obrigações, num caminho que fiz tão longo da Galícia para aqui, para vir servir tua esposa, para ser das aias a mais bela – a tua eleita.” (passagem da obra «OS ANJOS DE PEDRA»).

A minha pretensão última, isso sim, é que esta obra constitua um louvor à Rainha Póstuma, Inês de Portugal – na voz de Camões: 
O caso triste e digno de memória,
Que do sepulcro os homens desenterra,
Aconteceu da mísera e mesquinha
Que despois de ser morta foi rainha”.
– Na voz de «OS ANJOS DE PEDRA»:
Deitados frente a frente, olhos nos olhos, para o dia do juízo final, podereis sentir, Pedro e Inês, como é o poder dos anjos, pois que aos anjos é dado assistir na vida e na morte, estátuas em túmulos, anjos de pedra – pois que assim seja.
Serás rainha, Dona Inês, como sempre desejou o teu amado – pois que seja feita a sua vontade, post mortem”.


Para terminar, faço votos de que, no fim das contas, no fim de cada caminho, encontremos sempre o amor.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

“TERRA: PORTAL DE VIDA, PLANETA DO HOMEM” - LANÇAMENTO

J. EMANUEL QUEIRÓS 
Realizar-se-á amanhã, dia 19 de dezembro, pelas 21 horas, no auditório da sede do Agrupamento de
Freguesias de Amarante, (antiga Junta de Freguesia de São Gonçalo) sito na Rua Miguel Bombarda – Amarante, a apresentação da obra - «Terra: Portal de Vida, Planeta do Homem», de José Emanuel Queirós. A sessão contará com a participação do Prof. Doutor António Luis Crespí ,Director do Jardim Botânico da UTAD e autor do prefácio, tendo a seu cargo a apresentação do livro.
“Sem a pretensão de um trabalho académico, J. Emanuel Queirós contribuiu para a divulgação do conhecimento da Terra no encontro à sua própria expressão de Vida à escala planetária. O resultado vai na perspectiva de melhor podermos harmonizar a existência desfrutando do tempo presente sem comprometer o futuro reservado ao astro e à sua Humanidade”.

A BIRD divulga, em primeira mão, alguns dos excertos que poderá encontrar nesta mais recente obra do escritor amarantino.

A cada Primavera o grandioso cenário terrestre oferece-se renovado numa aparente repetição cíclica que se
eterniza, feito de paisagens erigidas num longo curso astronómico percorrido sem retorno, progressivo e irrepetível. (pp10)

Tudo o que existe teve uma causa e resultou de um começo irreprimível, em superação, transcendendo um particular estádio físico inicial. O planeta Terra, tal como o Sistema Solar e a Via Láctea, como parte integrante do Universo também teve a sua origem, muito remota, mas não há certeza absoluta como ocorreu. (pp16)

O esferóide terrestre é um minúsculo lugar em trânsito orbitando pelo Sol na imensidão do Universo. Aparenta constituir um insignificante endereço cosmonáutico esquecido na periferia da Via Láctea, improvável no seio do espaço vazio e desolado de que se faz o Cosmos, mas é pleno de dinamismo e fremente de vida. (pp 29)

Tanto quanto a incessante procura de conhecimento permite desvendar à compreensão humana, em síntese, a Terra é um planeta incomum, fervilhante de vida, flutuando iluminado e aquecido por uma estrela nas profundezas abissais da escura tela do Universo. (pp 34)

A Terra é um ventre uterino e uma maternidade do Cosmos. O planeta é um berço, lar e sustento para toda a sua vida biológica. (pp 36)

O homem parece encontrar-se no Mundo percorrendo uma via existencial impositiva, de sentido único, capacitando-se para dominar todas as adversidades exteriores a si mesmo, ora pelo recurso à força, ora ancorado no poder do intelecto. (pp 49)

O comportamento do homem e a conduta globalmente adoptada pela civilização deixaram de tomar uma perspectiva integrada tendendo a adequar as condições do meio ao seu mais imediato interesse, passando a ousar de uma aparente supremacia sobre toda a ordem natural estabelecida na Terra. (pp 74)

Nos tempos presentes tomamos parte de uma sociedade orientada pelo progresso científico-tecnológico construído sobre a contingência variável da fenomenologia do risco, como processo gerador de transformação e razão de conhecimento. No entanto, os nossos destinos individuais e colectivos estão circunscritos aos limites impostos por leis da Física expressas  globalmente na organicidade da Terra e, em particular, nas dinâmicas que a Natureza desenvolve e processa. (pp 77)

A Terra é um poderoso organismo astro-planetário,relativamente frágil e instável. Pleno de vida em evolução e de recursos finitos em decréscimo, o planeta é propenso a surpreender o curso da história pelo desencadeamento de dinâmicas naturais imprevisíveis. (pp 90)

A Terra reflecte sobre si todas as alterações que opera no ecossistema terrestre, marcas da instabilidade impulsionada pelo dinamismo astronómico processado no espaço sideral e no meio ambiental do planeta. (pp 103)

Construtores de um Mundo de sentido equívoco e testemunhas integralmente comprometidas com as suas imparáveis dinâmicas, em circunstância alguma deste ínterim poderemos permanecer acríticos, convencidos do sentido trilhado pelo homem para a Humanidade e do empreendimento civilizacional adicionado à nossa casa-Mãe Terra. (pp 109)


segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

“AS FAMÍLIAS DOS ANIMAIS” NOVO LIVRO DE ANABELA BORGES EM REGISTO INFANTO-JUVENIL

«As famílias dos animais» por Anabela Borges

No passado sábado, dia 6 de dezembro, pelas 16h00, na Biblioteca Municipal Albano Sardoeira, a escritora amarantina Anabela Borges apresentou ao público o livro de fábula em verso “AS FAMÍLIAS DOS ANIMAIS”, com a chancela da editora Lugar da Palavra.

O evento, inserido nas atividades do mês da biblioteca, contou com a participação dos alunos do Jardim de Infância e do Centro Escolar de Telões, do Agrupamento de Escolas Amadeo de Souza-Cardoso, e com a Hora do Conto dinamizada pela Catarina da equipa da biblioteca.

“Porque os animais fazem amigos, apaixonam-se e casam-se e cuidam dos seus filhos, como nós” é uma espécie de subtítulo, que encarna o espírito de família, de partilha e união que caracterizam a obra.

E como é apanágio das fábulas, este livro escrito em verso não poderia deixar de ser pleno de sentidos, transmitindo ensinamentos, valores éticos, morais, de cidadania e das mais altas democráticas atitudes e decisões. 

Anabela Borges explicou como nasceram as histórias: “Foi em 2012. Recebi um honroso convite para visitar a EB1 e Jardim de Infância da minha freguesia (a mesma escola onde todos nós, os quatro de casa, pai mãe e filhas, estudáramos), que, a bem dizer, fica-me a dois palmos de casa, no Dia Mundial da Criança. 

Decidi, nessa altura, escrever alguma coisa para elas. Assim nasceram as quatro primeiras das dez fábulas que agora se publicam. Muito do que lá está, recolhi junto das crianças. Elas são as mentoras deste livro, que levou dois anos em experiências, dois anos a ouvir as (re)ações das crianças, depois de algumas conversas sérias e muitas gargalhadas.”

Desde os mais pequeninos aos jovens de 80 anos, ninguém quis faltar à festa da bicharada, pois, afinal, como costuma referir a autora, fábulas são para todas as idades.

“Escrever para crianças é uma aventura sem fim.”, Anabela Borges

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

“ATÉ SER PRIMAVERA” LANÇADO EM AMARANTE NO PRÓXIMO SÁBADO



Anabela Borges, escritora amarantina
DR

Primeiro livro da inteira autoria de Anabela Borges, “Até ser Primavera” surge como uma antologia de dez contos onde impera o desespero da condição humana, a dar lugar à esperança na primavera da vida.
Até que ponto as coisas mais simples podem fazer alguém voltar a agarrar-se à vida, ou os mistérios inexplicáveis levam a desistir dela? Como se faz da intriga um modo de vida, ou se vive na cegueira de não ver o que está mesmo à nossa frente? Como justificar um aborto voluntário, ou viver com alguém que te faz a vida num inferno, como aguentar a perda daqueles que mais amamos, ou entender a saudade arrebatadora no fado do amor, como perdoar, ou gerir arrependimentos? São histórias que, há muito, te acordam o sono, te preenchem as memórias e te povoam os dias inquietos, para ler e refletir. Vale a pena acreditar na primavera da vida.
Apresentação pública na Biblioteca Albano Sardoeira,
sábado, 8 de fevereiro, 16h00
Este livro surge como o resultado da atribuição do prémio melhor conto da coletânea Ocultos Buracos, da Pastelaria Studios Editora, e inclui o conto vencedor.

Anabela Borges, em perfil

Anabela Carvalho Borges de Sousa Lopes nasceu a 22 de janeiro de 1970 em Telões, Amarante. Licenciada em Línguas e Literaturas Modernas, na variante de Estudos Portugueses, pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto, Anabela é professora do Ensino Básico e Secundário.
Confessa que sempre gostou de ler, de escrever, de cultura e das artes em geral. “Não consigo situar no tempo uma influência direta na minha escrita, mas vou contar uma história engraçada: nos anos 80 (era eu adolescente) participava nos concursos de poesia da rádio Emissora Regional de Amarante; venci o concurso por quatro vezes consecutivas, que era subordinado a temas variados e no qual participavam pessoas mais velhas que eu e com mais “bagagem” literária. Os poemas eram divulgados na rádio e havia prémios. Um dia, um tanto ao quanto tímida com a situação, e já ocupada com a minha entrada para a faculdade, deixei de participar. O poema mais antigo que tenho registado data de 1984, e foi redigido numa aula de Português. De uma forma geral, os professores sempre me incentivaram a escrever e o meu professor de Literatura do secundário era, sem dúvida, muito exigente e “puxou” muito por mim”, desabafa a escritora.

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

EM VILA REAL, É DIA DE DAR O PITO

É uma tradição com séculos de histórias e lendas e diz que, no dia de Santa Luzia, as mulheres de Vila Real dão o pito e em fevereiro, no dia de São Brás, os homens retribuem com a gancha.
O pito e a gancha são doces muito apreciados, que apimentam e aquecem as relações dos vila realenses, nestas duas festas cristãs, de Inverno.
A gancha é um doce feito à base de açúcar com a forma da bengala do São Brás. O pito é um doce regional feito à base de massa folhada com recheio de abóbora.
Uma tradição, onde nem os apresentadores de televisão lhe resistem:
O "Somos Portugal" foi transmitido, em direto, de Vila Real no passado dia 1 de dezembro
DR
Aqui feita a lenda do pito e da gancha:

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

PAPA FRANCISCO ELEITO PESSOA DO ANO

Papa Francisco eleito pessoa do ano
pela revista Time
DR
O Papa Francisco foi eleito a pessoa do ano 2013 pela revista americana Time. A revista traz o pontífice na sua última capa.
A publicação elegeu o Papa Francisco explicando que é raro que "um novo protagonista consiga tanta atenção no palco do mundo".
"O que torna este Papa tão importante é a rapidez com que cativou milhões que tinham desistido de ter esperança na Igreja. [...] Em escassos meses, Francisco elevou a missão de reconfortar da Igreja – a missão de servir e confortar os que mais precisam – acima da doutrina política que fora tão importante para os seus antecessores", justifica a revista.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

JOSÉ SÓCRATES NO CONSELHO GERAL DA UBI

José Sócrates integra Conselho Geral da UBI
DR
José Sócrates vai ser o novo membro do Conselho Geral da Universidade da Beira Interior (UBI). 
O antigo Primeiro-ministro será uma das oito personalidades externas que integram a equipa de 29 membros do Conselho Geral da UBI, sendo quinze representantes dos professores, 5 representantes dos estudantes e 1 representante do pessoal não docente e não investigador.
A cooptação do órgão máximo da universidade surge após  a saída de José Fernandes, diretor da Microsoft Portugal, que irá sair do país por motivos profissionais.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

QUE A SUA LUTA FIQUE

Nelson Mandela morre aos 95 anos
DR
O líder da luta anti-apartheid deixou hoje a saudade em todos os que nele viam mais do que um homem, a liberdade personificada. 
O primeiro presidente negro da África do Sul tinha 95 anos e morreu esta quinta-feira, anunciou o presidente sul-africano. 

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

UTAD: MEDICINA VETERINÁRIA DISTINGUIDA

UTAD alcança o 2º lugar no concurso Hills Top Dog 2013
DR:Veterinária Atual
O curso de Medicina Veterinária da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) foi distinguido com o 2º lugar no concurso Hills Top Dog 2013.
O concurso internacional tem como propósito identificar as faculdades de veterinária com maior reconhecimento junto dos estudantes.
Assim sendo, os alunos de cada faculdade participaram numa votação online e a faculdade com maior percentagem de votos enviou um embaixador a Barcelona para a etapa final.
O primeiro lugar foi entregue à Universidade de Córdoba e o terceiro lugar à Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade de Leipzig. 
Em Barcelona, os estudantes assistiram a um Workshop de Nutrição Clínica, marcaram presença no congresso europeu Southern European Veterinary Conference (SEVC) e tiveram direito, ainda, a um passeio turístico.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

PRÉMIOS NOBEL 2013: QUEM E PORQUÊ?

Prémios Nobel 2013:
Quem e porquê?
na Aula Magna da UTAD
DR
A Aula Magna da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) recebe, no próximo dia 11 de dezembro, pelas 14:30 horas, a Sessão Nobel 2013 para apresentação dos feitos e descobertas dos mais recentes laureados com o Prémio Nobel. 

Tratando-se de figuras mundiais que se destacaram na realização de pesquisas e implementaram descobertas e modelos para benefício de toda a humanidade, seja no campo da ciência, seja no campo dos direitos do homem, intervirão nesta sessão especialistas da UTAD e vários oradores convidados.

A organização está a cargo do Departamento de Física da UTAD e a sessão é aberta a toda a comunidade.

domingo, 1 de dezembro de 2013

VIH: 30 ANOS 30 FACTOS


No dia em que se assinala o Dia Mundial da Luta Contra a Sida, a BIRD MAGAZINE culminou 30 facto importantes sobre a doença.

O VIH terá tido origem em África, na bacia do Congo, provavelmente na década de 1930;

Localização do Congo
D.R.: Google imagens

43 mil pessoas foram infetadas em Portugal, desde 1983;
Há dois tipos de vírus da imunodeficiência humana: o VIH1 e o VIH2, cada um com vários subtipos determinantes para a evolução da doença;
O VIH1 é o mais comum, agressivo e rápido a destruir o sistema imunitário;

Imagem do vírus
D.R.: Google imagens

Desde a infecção até ao aparecimento dos primeiros sintomas podem passar mais de dez anos;
O vírus pode ser transmitido através de sémen, fluídos vaginais os sangue infectado;
O cantor e compositor Freddy Mercury morreu em 1991, um dia depois de ter assumido, publicamente, que sofria de sida;
O VIH não se transmite em piscinas, casas de banho, maçanetas, transportes;
Também não se contrai a SIDA através de abraços ou apertos de mão;
10º Para se proteger deve usar o preservativo em qualquer tipo de relação sexual (vaginal, anal ou oral), seja homem com mulher, homem com homem ou mulher com mulher;
11º Não deve partilhar agulhas ou seringas;
12º Mantenha-se seguro evitando contactos com objetos cortantes ou pontiagudos não esterilizados;
13º O VIH/SIDA não tem cura;
14º A palavra SIDA significa Síndroma da Imunodeficiência Adquirida;
15º António Variações terá sido, em Portugal, uma das primeiras figuras públicas a morrer por causa da doença, em 1984;

Cantor português: António Variações
D.R.: Google imagens
16º Atualmente, com as diversas terapias, as pessoas infectadas têm uma esperança média de vida bastante maior;
17º O vírus pode ser transmitido através de transfusões de sangue contaminado. É por isso que só se recebe sangue devidamente testado para o VIH e outras doenças;
18º O resultado positive, no teste, indica que a pessoa está infectada pelo VIH e que pode transmiti-lo a outras pessoas;
19º O resultado negativo indica que, até àquele momento, a pessoa não está com anticorpos contra o vírus do VIH, detectáveis no exame;
20º Se tiver um comportamento de risco, o teste deve ser repetido após 6 a 8 semanas (período de janela), mas com toda a fiabilidade ao fim de 12 semanas, evitando, obviamente, expor-se aos riscos nesse período. Esse é o tempo que o corpo leva para produzir os anticorpos após a infecção;
21º O teste não oferece imunidade contra a doença;
22º Em Portugal, o VIH1 domina, mas há mais casos do que é normal de VIH2;
23º Em 1995 a ONU cria o seu programa contra a sida;
24º Em 1996, nos Estados Unidos, os números de novos casos de VIH cai pela primeira vez;
25º Em 2001 é produzido o primeiro medicamento genérico;

Medicamentos utilizados pelos seropositivos
D.R.: Google imagens

26º Em 2006 é aprovado o medicamento Atripla, que permite uma única toma diária;
27º Magic Johnson, jogador de basquetebol, anunciou em 1991, que era seropositivo e, desde então, tem sido um ativista em prol do sexo seguro;
28º 1959 é a data do primeiro caso documentado de sida;
29º Há, atualmente, toxicodependentes gregos que se injetam VIH para receber um subsídio de 700 euros, revela uma investigação da Organização Mundial de Saúde;
30º O vírus pode ser utilizado no tratamento de casos terminais de leucemia.

Notícias relacionadas: 30 anos de VIH