Mostrar mensagens com a etiqueta Desporto. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Desporto. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

CAMINHAR, PEDALAR OU CORRER?

ELISABETE RIBEIRO
Ninguém nega os benefícios da prática de exercício, seja para obter uma melhor forma física, compensar os efeitos da vida sedentária, entre outros. Mas qual é o melhor exercício aeróbico? A lista normalmente começa com aqueles que são mais práticos: caminhar, andar de bicicleta e correr. O facto é que cada um tem suas próprias vantagens e desvantagens.

Caminhar

Andar a pé é o mais fácil para o corpo, cansa menos e exige menos do organismo. Contudo, dependendo da distância que percorrer, a caminhada geralmente oferece menos benefícios metabólicos do que andar de bicicleta ou correr. O que não significa que caminhar não seja benéfico. Estudos mostram que caminhar cerca de 30 minutos por dia reduz o risco de várias doenças cronicas. Para as pessoas que não pratiquem exercício há muito tempo, caminhar é um excelente “exercício de entrada” para melhorar a circulação sanguínea e colocar os músculos em movimento. A partir daí, a caminhada rápida é um próximo passo natural em busca de melhores resultados.

Pedalar

Andar de bicicleta não força muito o corpo, faz bem à saúde, mas requer alguns cuidados. As bicicletas estacionárias são uma ótima opção para pessoas que não querem circular ao ar livre. A desvantagem de andar de bicicleta é que normalmente só o quadril e os músculos das pernas são utilizados – ou seja, ciclismo não é um exercício de corpo inteiro. Alguns estudos mostram que a densidade óssea é menor entre os ciclistas regulares do que entre os corredores regulares. 

Correr

é o mais difícil para o corpo, especialmente para os joelhos mas oferece os melhores benefícios entre os três. Progredindo da caminhada rápida para a corrida é algo que muitos médicos recomendam. Tal como acontece com andar, correr pode ser uma atividade “interna”, feita numa passadeira de corrida, para aqueles que não gostam de sair ou não têm locais adequados perto de casa, embora as atividades físicas ao ar livre são mais eficazes na melhoria da saúde mental. Os especialistas recomendam que, para não forçar muito o corpo, deve-se variar a velocidade da corrida, assim como andar um bocado, correr outro, e assim por diante.

Seja qual for o(s) exercício(s) que decida optar mediante as suas vantagens e desvantagens o mais importante é tentar fazê-lo ao longo de toda a vida.



Referência: Diário da Saúde

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

ACEFALIA

MIGUEL GOMES
Num mundo globalizado, em Estados de Direito democrático um governante de um qualquer país, dirigente de uma qualquer instituição, pretender "disciplinar" as redes sociais e os seus eleitores, vigiando ou censurando tudo o que se publica e diz em jornais ou televisões, cedo ou tarde, é caminho para o abismo, por mais votado que tenha sido pelos eleitores ou associados. Basta aumentar o custo de vida, o desemprego, no caso de governantes, ou a coletividade não vencer títulos, tratando-se de líderes de instituições desportivas ou outras. Ninguém resiste à "turba enfurecida" quando percebe que o líder não cumpre o que prometeu. Isto só é possível em sociedades ocidentais, onde proliferam democracias adultas. Em ditaduras, o que eu referi é impossível, porque impera o autoritarismo, a censura, a intolerância e processos sumários por delito de opinião. Qualquer semelhança entre o meu comentário e a atualidade de qualquer país ou instituição é pura coincidência.

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

A RAPARIGA QUE QUERIA CORRER (NA 1.ª PESSOA)

ELISABETE RIBEIRO
Três meses e quinze dias distam entre o último dia em que corri até ao dia 20/01, dia de tentar regressar aos treininhos. Sim, leram bem, foi uma tentativa, dado que, em determinados movimentos quotidianos ainda sinto um incómodo na zona lombar (lado direito) que vai impedir que treine tão cedo.

Retrocedendo um pouco nos acontecimentos. Em outubro passado fiz uma ressonância magnética à zona lombar para descobrir a proveniência da dor que me acometeu nos últimos treinos que tinha feito.

Pelo que o médico resumiu, correr estava fora de questão até tratar esta lesão. Segui para fisiatria. Após análise foram-me prescritas 20 sessões de fisioterapia (comparticipadas). Quando as iniciei comecei logo a revirar os olhos. Um fisioterapeuta para 4/5 pessoas??? Como é possível? Bem, é possível, mas o certo é que durante as 20 sessões foi mais do mesmo (TNS, magnetos, ultra sons e ginásio) mãozinhas, que era bom e provavelmente mais eficaz, nem vê-las. Poucas melhorias senti. Terminei as sessões com uma sensação de tempo perdido. Não passei de um número e a qualidade de tratamento e profissionalismo foi pior que as temperaturas do inverno na Sibéria.

Voltei a falar com a Fisioterapeuta que me tem acompanhado. Admirou-se por nem sequer terem feito um tratamento de massagem. Pois, nem um em 20. Recomecei a fazer tratamento com ela. Para terem uma ideia, no fim da 1ª sessão, deixei de ter dores na zona da virilha, pois era uma mazela que também me perseguia. A 2ª sessão incidiu mais na zona lombar, mais precisamente na lesão assinalada a vermelho no relatório. Essa zona, (L5-S1) entre a 5ª vértebra e a sacro (a articulação sacro-ilíaca é a maior articulação do corpo humano e faz a conexão entre a base da coluna vertebral (osso sacro) e os ossos da bacia (ilíacos)) é a que me tem dado mais problemas. 

Para verificar o seu estado, e com indicação da Fisioterapeuta, fui fazer um treino breve e leve.

20 de janeiro, 10.30h, nevoeiro, temperaturas a rondar os 5 graus, equipei-me e escolhi um trajeto tranquilo e plano. Estava verdadeiramente emocionada por voltar a correr. Senti aquele formigueiro típico da ansiedade, mas, em simultâneo, de alegria.

Após um bom aquecimento de 10 minutos, comecei a correr. A sensação foi deliciosa. As pernas responderam muito bem. A respiração estava coordenada. Pensei fazer 30 minutos bem calminhos. Quando cheguei aos 15 minutos comecei a sentir tensão na zona lesionada. Tentei correr sem me defender e mais devagar. Aos 20 minutos a dor aumentou e caminhei uns 100 m. Retomei a corrida mas a dor veio mais forte e irradiou para o grande glúteo. Parei ao fim de 24 minutos de treino. Acreditem ou não, tive vontade de chorar. Mas em nada ajudava. Regressei a casa e e fiz uns bons 15 minutos de alongamentos. Não senti mais dores. Contudo, o problema está lá e necessita de continuar a ser tratado. 

Resumidamente, participação em provas, não é para tão cedo. Ou então treino de andarilho. Todavia, arranjarei sempre forma de estar em algumas como espetadora. :)

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

DIREITOS TELEVISIVOS E O FUTEBOL PORTUGUÊS

JOÃO RAMOS
Os preços dos direitos televisivos têm vindo a crescer de forma significativa nos países da Europa e inclusivamente em Portugal. Porém, com a redução do número de subscrições, muitas companhias estão em dificuldades financeiras, o que significa, que no próximo ano, é esperada uma redução do valor pago pelas transmissões do campeonato italiano e a estagnação do valor afeto à liga Espanhola. Com a proliferação de formas alternativas de assistir aos jogos, os fans de futebol estão a deixar de subscrever os canais premium desportivos, o que está a impelir a generalidade das companhias a cortar nos gastos com transmissões, com sérias implicações, nas contas dos clubes. Em França, onde se esperava um aumento significativo, a Altice, em delicada situação financeira, prometeu não corresponder às expectativas dos clubes.

Em Portugal, a dimensão da liga e a sua projeção internacional é extremamente reduzida, o que levará a que mais cedo ou mais tarde, as operadoras sejam obrigadas a renegociar os contratos, em prejuízo dos clubes. Com as dificuldades financeiras da Altice e as alterações ocorridas nas fontes de receita de Isabel dos Santos, temo que NOS e MEO não sejam capazes de honrar seus compromissos. Provavelmente, os nossos emblemas terão menos recursos no futuro para investir em planteis de qualidade, gerando uma perda de valor, que tenderá a reduzir a nossa capacidade competitiva no cenário Europeu.

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

FUTEBOL, SOCIEDADE E VIOLÊNCIA

ARTUR COIMBRA
Absolutamente lastimável o estado a que as coisas chegaram no reino lusíada do pontapé na bola, um reflexo da sociedade que temos e somos. Como é possível ter-se atingido o patamar de baixeza e de barbaridade a que quotidianamente assistimos, com agressões e ameaças a árbitros e permanentes declarações incendiárias de dirigentes desportivos?

O futebol deveria ser um espectáculo familiar, um espaço de alegria, de comunhão entre diferentes bandeiras e cores clubísticas, duas horas de divertimento, como quem assiste, com o maior prazer, a um concerto de música ou a uma peça de teatro. Enfim, uma festa, na acepção mais lídima da palavra. Não deveria ser mais que isso. Ou, melhor, menos que isso.

Como defende o académico António da Silva Costa, “o futebol não é uma guerra senão enquanto combate simbólico, não é tragédia senão enquanto representação dramática, não é morte senão enquanto celebração ritual”. É aqui que entra – que deveria entrar!... - o lado festivo, entusiástico, jubiloso do futebol.

Acontece que os bastidores do futebol revelam o pior que se pode esperar do fenómeno, que só é lindo (quando o é) dentro das quatro linhas: a constante guerra de palavras, as permanentes altercações e “alfinetadas” sobretudo envolvendo dirigentes e técnicos dos grandes clubes (os que arrastam multidões...), essa escória que dá pelo nome de directores de comunicação, que dão voz ao “terrorismo verbal” que alimenta alegremente a comunicação social, a agressividade gratuita, as continuadas coacções psicológicas sobre os árbitros, a quem não é dado o ambiente mínimo para um trabalho sereno e competente. Neste ambiente de guerrilha duradoura, a que a comunicação social também não é alheia, pela necessidade quotidiana da “cacha”, da “entrevista exclusiva”, da “declaração em primeira mão”, criam-se as condições propícias e bastantes para a explosão da violência nos recintos desportivos, para que a animalidade prevaleça nos comportamentos, para que a barbárie irrompa, transformando um estádio numa “selva” de todo abominável e de consequências imprevisíveis.

Quem contribui para esta deplorável desordem, seja de que emblema for, pequeno ou grande, desempenhe a função que desempenhar, transforma-se em irresponsável coveiro do futebol, defraudando as legítimas expectativas de milhões de desportistas.

Sabemos que os interesses intrínsecos ao futebol profissional são colossais e que os investimentos feitos em jogadores e treinadores exigem contrapartidas competitivas e resultados que nem sempre aparecem, para desapontamento de sócios e simpatizantes. O problema é que ninguém aceita desportivamente as derrotas, nem gere com humildade as vitórias.

Por outro lado, o futebol é também um reflexo da sociedade em que está inserido, da (in)cultura que a vertebra, do respeito ou da falta dele que por aí campeia. Da falta de princípios, de educação, de formação, de humanismo.

Obviamente, impõe-se que sejam tomadas medidas para combater o clima de ódio, de agressividade, de violência que miseravelmente se espalha por aí, pondo em causa o interesse e a magia desse fenómeno incomparavelmente sedutor e apaixonante que é o futebol.

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

É GOLOOOO! AFINAL NÃO…

MIGUEL NOVAIS
Vídeo-árbitro, pois claro! A atualidade do desporto Rei resume-se a esta novidade introduzida também, no nosso Futebol Português.

Começando por uma breve análise, o vídeo-arbitro pode ser utilizado em quatro momentos do jogo: golos, onde serão revistos em busca de alguma irregularidade; penaltis, mal assinalados, por assinalar ou alguma irregularidade ofensiva antes do mesmo; identidades trocadas; cartões vermelhos. São estes os momentos do jogo onde o árbitro pode recorrer ao vídeo-arbitro. Até aqui, estamos bem!

Mas povo que é povo, quer espetáculo, espetáculo que é espetáculo quer polémica. Aquilo que alimenta o Futebol sempre será a discussão. O queixar de tudo e mais alguma coisa, o ter razão e o não ter! Sem isto a força do futebol ia desvanecer, hora e meia de bola e acaba ali??

Posto isto, por mais tecnologia que se implemente no Futebol, nunca estaremos de acordo. O árbitro errará sempre contra os nossos. O que faríamos nós entre partidas com os amigos no café, a não ser mal dizer do apito?

Vejo no vídeo-arbitro um avanço em relação à verdade desportiva, muito ou pouco, haverá melhorias. Agora, há aqui um problema que na minha opinião e sendo um apaixonado pelo Futebol, é bastante grave: não se pode estragar a festa do Futebol… o golo! Eu quero ter a liberdade de ver um jogo e festejar quando tiver que festejar. Quero poder atirar-me para o chão se for o caso, sem medo de quando me recuperar da queda não haja golo algum. Embora o nosso instinto vá continuar a conduzir-nos ao grito, será um grito desconfiado, um grito tímido e neste aspeto terão de melhorar muito. Não é por se fazer análises mais detalhadas do lance em laboratório que o assistente vai ficar sempre de bandeira em baixo, isso seria errado. Os árbitros erram, assim sempre foi e assim será, mas o que me parece é que agora erram mais vezes porque estão protegidos pelo vídeo-arbitro e na duvida, nada fazem. O vídeo-arbitro devia chegar para ajudar e não, eventualmente, substituir! Sejamos lógicos e coerentes, há mesmo necessidade de haver tantos casos por jogo ou estamos a tentar provar que o vídeo-árbitro resolve os problemas? A mim parece-me que o ideal, será sempre um jogo sem a necessidade de intervenção e não o contrário.

Concordo que o Futebol necessite de evolução. Tudo o que surge para implementar justiça é bem-vindo e que não se fique por aqui. Há imensas coisas que podem e devem ser melhoradas. Agora falta um equilíbrio entre a verdade desportiva e a paixão. O público compra bilhete, vive o jogo e sustenta o mediatismo que o Futebol apresenta. Teremos sempre de ter cuidado com tudo o que estas mudanças possam causar ao espetáculo porque sem espetáculo não há espetadores! O Futebol é diferente de tudo o resto por isso qualquer aproximação de outras modalidades pode ser um erro. Eu amo o Futebol como o conheci e para bem da minha saúde, deixem-me lá gritar golo à vontade…

sábado, 12 de agosto de 2017

COMO MELHORAR A PERFORMANCE DO ATLETA

ANTONIETA DIAS
A dieta do atleta deve ser equilibrada, permite otimizar o desempenho.

Algumas recomendações são necessárias para evitar erros alimentares.

As refeições devem ser realizadas cerca de 3 a 4 horas antes da prática desportiva para permitirem a digestão dos alimentos sem que os atletas fiquem com a sensação de distensão gástrica e para impedirem o desconforto de um rendimento desadequado provocado pelas perturbações alimentares.

As refeições devem ser facilmente digeríveis, ricas em carbohidratos e com pouca quantidade de proteínas e gorduras.

Todo o atleta deve ingerir no mínimo 2 litros de líquidos.

Recomenda-se a ingestão de 500 ml de líquidos duas horas antes dos exercícios, trinta minutos antes ingerir entre 250 a 500 ml e 250 ml durante a atividade desportiva.

Se estiver num ambiente de calor e se o seu desempenho exigir muito esforço, obrigará a fazer suplementos complementares para minimizar as perdas de água resultantes da libertação de água pelo suor.

Sempre que um atleta pratica modalidades que exijam fazer exercícios de alta intensidade devem enriquecer a dieta com carbo-hidratos na proporção de 5 a 10%.

Excluem-se as bebidas com frutose por serem indigestas

Chá, bebidas gaseificadas, café ou sumos de frutas estão contraindicados durante a atividade física.

Uma alimentação rica em carne, peixe, ovos, contem ácido aspártico, que ajuda a adquirir massa muscular.

Os usos de suplementos alimentares só são necessários se a alimentação não for rica e variada.

Se as refeições dos atletas tiverem todos os ingredientes de uma alimentação diversificada os suplementos são dispensáveis.

Importa contudo referir que se o gasto energético for intenso recomendam-se alguns suplementos que não devem ser confundidos com substâncias anabolizantes e devem ser sempre selecionados por um especialista em nutrição ou por um médico especialista em medicina desportiva.

As doses recomendadas implicam o conhecimento científico dos gastos energéticos adaptados à individualidade (sexo, faixa etária, carga de treino, numero de horas) de cada atleta e modalidade praticada.

Estes critérios têm que ser respeitados para se adequarem de forma equilibrada

Se os suplementos forem ingeridos em excesso podem provocar malefícios na saúde do atleta.

O rigor da sua utilização implica conhecimento.

Em caso algum os suplementos substituem as refeições adequadas e devem sempre acompanhar as refeições principais.

Quais as roupas mais convenientes param os atletas.

Não existem modelos exclusivos, é necessário adotar o vestuário ao ambiente, respeitando a temperatura do recinto onde se encontra, usando acessórios quando se justificarem.

Naturalmente que os tecidos param o fabrico do vestuário terão de ser feitas com tecidos que permitam o conforto e garantam proteção.

Ao falamos de desporto implica falar de alongamentos, por vezes esquecidos, mas são fundamentais para manter a flexibilidade do corpo, os quais devem ser executados antes e depois das atividades desenvolvidas, tendo em conta que aumentam a maleabilidade, beneficiam a coordenação motora, permitem o relaxamento, ativam a circulação, diminuem as tensões musculares, proporcionam o aquecimentos corporal, aumentam a capacidades nas atividades mais desgastantes.

Os alongamentos também exigem técnica na sua execução deve ser regulares, realizados lentamente e sem tensão muscular.

Os alongamentos pós – exercício devem ser mais prolongados no tempo que os que se fazem antes de iniciar a atividade desportiva.

Quantas horas são que os atletas necessitam de descansar por dia para manter a forma física, para melhorar a performance e para obter um maio rendimento desportivo.

Cada atleta deverá dormir entre 9 a doze horas por noite, para poder repor a energia gasta.

Os atletas que não cumprem estas recomendações tem mais lesões, que vão desde as fraturas de stress às fasciites sobretudo a plantar que é a que provoca mais dores no calcanhar.

O descanso adequado permite fazer a recuperação mental, neurológica e fisiológica aumentando a capacidade de desempenho, o vigor e a energia necessárias para a obtenção e recuperação da força e da massa muscular, sem os quais não se obtém o sucesso desportivo.

Em suma, praticar desporto é uma arte que só terá sucesso se for acompanhada pela técnica, tatica e ciência.



O fenómeno desportivo envolve atletas, treinadores, agentes desportivos, família, adeptos e profissionais especializados no acompanhamento e na orientação desportiva.

sexta-feira, 28 de julho de 2017

PRÉ-ÉPOCA: DOS MILHÕES ÀS COISAS SÉRIAS!

MIGUEL NOVAIS
A pré-época é sempre alvo de insinuações e críticas, mas é fácil perceber porquê: as férias do futebol não fazem bem a ninguém!

Nós, por cá, sabemos tudo. A meio da preparação já descobrimos o campeão. Ou porque o Sporting fez mais jogos que treinos, ou porque o primeiro penta do Benficafoi logo contra os Young Boys ou mesmo porque lá no México o Sérgio Conceição já deu continuidade ao grito de revolta do Villas-Boas e acabou mais cedo que os outros no balneário (neste último caso, até foram todos juntos e amigos). Não nos desviemos do caminho, a pré-época serve para PREPARAR.

A escolha do calendário é logo o primeiro fator a ter em conta. Há quem defenda o aumento gradual da complexidade dos adversários, há quem prefira bastantes encontros a fim de testar um vasto leque de opções e depois existem os gigantes europeus que seguem todos o mesmo caminho (€), a fim de nos proporcionar momentos fantásticos logo a abrir a época desportiva. Mas há uma componente que é comum a todos os estilos: planteis enormes e infinitas substituições por jogo. Aqui esbarramos logo no primeiro problema: o espectáculo - o ritmo de jogo perde-se, logo, as pessoas mudam o canal. Lamento, mas tem mesmo de ser assim. É preciso ver, é preciso testar e no final ainda é preciso gerir o esforço dosatletas. Não me parece que exista outro caminho, uma vez que os jogadores não param de chegar. Todos merecem uma oportunidade que seja e, a ter de escolher, mais vale perder a feijões. 

Depois há os milhões que assombram o mercado. Sinceramente, não faço a mais pálida ideia de onde isto irá parar. Que o futebol é um negócio, toda a gente já sabe e talvez por tanta gente saber é que tanta gente tenta ganhar dinheiro. Falamos de números que, há 20 anos atrás, se lhes contássemos riam-se na nossa cara. Aliás, não precisamos de ir tão longe: o nosso Cristiano custou, há 8 anos atrás, uns bons 95 milhões de euros. Um preço já astronómico mesmo para um astro. Mas reparem, falamos de 400 golos em 400 jogos. O homem garante um golo por jogo! Coisa pouca a fim de justificar o investimento.Depois disto e apesar dos tempos já serem outros, digam-me lá um jogador com um preço justo no mercado…

Dinheiro à parte, as pré-épocas são sempre importantes em todos os planteis. É a diferença de entrar bem ou mal num campeonato, o que pode decidir o seu desfecho. A mim, parece-me óbvio que o principal papel de um treinador durante a pré-época seja cimentar as ideias do seu modelo de jogo e, fundamentalmente, fazer com que os seus jogadores percebam e acreditem nas suas ideias. Aliado a isso, desenvolver a condição física do plantel a fim de uma ótima entrada na competição. É por isso que a pré-época é tão longa, porque não é possível em uma ou duas semanas todos os jogadores estarem 100% preparados.Provavelmente, uns até conseguiriam, mas todos ao mesmo tempo era impossível. Por isso é que vão aparecer e desaparecer jogadores, vão haver boas e más exibições, vão surgir derrotas ou vitórias, mas tudo faz parte do processo. O mais importante é percebermos que estamos num período de aquisição. Reparem nas coisas boas que vão surgindo mas, quanto ao resultado em si, deixem-no para quando for mais sério!

quarta-feira, 19 de julho de 2017

CORRIDA PORTUCALE 2017

"Há lendas e factos que tentam explicar a origem do nome. Portugal, Porto, Gaia ou até Galiza são nomes que radicam em Cale. Várias são as teorias relativas à origem do nome, ao qual foi associado o Portus latino de significado entendível pela presença do porto natural no rio Douro. No ano 74 terá sido tomado por Perpena, lugar-tenente de Sertório, chefe dos lusitanos. No domínio romano, seria o primeiro povoado na grande circunscrição que o Douro separava da Lusitânia, que daí tomou o nome para Callaecia, de que veio a resultar Galiza. A primeira referência documental a “Portucale” surge no século V. Também dali tomou nome o Condado Portucalense, do qual veio a nascer Portugal. Facto é que se trata da melhor forma de designar algo, mesmo no século XXI, relacionado com duas cidades que se continuam a complementar." por A Direção do Centro de Atletismo do Porto

ELISABETE RIBEIRO
.. E assim nasceu a ideia de unir as duas cidades numa corrida representativa recheada de simbolismo e história. 
Esta foi a minha segunda participação nesta prova. Na edição anterior fiquei fã do percurso, do ambiente e da organização. Tive de regressar, apesar do seu adiamento. Quem corre sabe que, quando apanhamos boa boleia para correr, não se muda. Depois da experiência da Douro Run, voltei a "massacrar" o Cabral para a boleia na Portucale. Depois de vários requerimentos, emails, cartas registadas e mais umas centenas de pedidos... ele lá cedeu e aceitou ( estou a brincar, não fiz nenhuma carta registada... mas o resto mantém-se!)

O calor já apertava às 9h da manhã. Não iriam ser 15 kms muito fáceis. Mas vá, eram só 15! 
Sabem do que eu gosto mesmo nestes eventos? É do circular entre os atletas e encontrar rostos conhecidos mas com quem nunca falámos. Conhecidos porque há um elo comum. Depois há os rostos conhecidos e com quem já falamos e nos juntámos para a fotografia. Há também aqueles atletas a quem, na conversa se pede para rebocar (Luís Miguel Silva), em caso de necessidade...
De repente olhámos e vimos, algures, amigos que fizeram questão de ir assistir à partida, apenas e só porque a amizade impera. 

Começou a corrida! Calor do bom até ao retorno do Freixo. 

Mas, pelo caminho, fomos ouvindo vozes de incentivo, ora no público ora no pelotão. Aqui, o Manuel Silva e a esposa ladearam-me para um afável cumprimento e ânimo. Evitei falar muito pois o calor era imenso. Mas é uma missão quase impossível, quando o ambiente é tão agradável à nossa volta. Quando chegámos à Ribeira perdi-me completamente. Viram a camisola de Amarante e comentavam. Simpática e educada como sou tinha de responder. Depois eram as objetivas que me chamavam e... "sai um pulo dos lados de S. Gonçalo, se faz favor!". Mais à frente surge o Vitor Dias, e lá fica a miúda a querer levantar voo. Com tanta adrenalina e energia despendida, nem dei pelo balanço da Ponte D. Luís quando lá passei. Demorei cerca de 500m a recuperar. Em direção à Afurada sentimos o vento e uma aragem mais fresca que auxiliou na restituição de um ritmo mais equilibrado. Ouvi o Leandro Ramos a chamar por mim e a motivar... soube tão bem!!! Retorno da Afurada! A partir dali fomos certinhos até à meta. Coincidência ou não, a quem pedi para me rebocar, no inicio da prova, acabou mesmo por fazê-lo no último km. Bem lhe disse para seguir e aplaudir-me na meta, mas a resposta foi " Não, é para terminar todos juntos!". Seguimos a sua passada e os últimos metros foram fabulosos. Uma entreajuda fantástica e uma cumplicidade inigualável. O Cabral cedeu-me a passagem para ficar o registo do pinote na meta.

Prova terminada e uma excelente sensação de objetivo cumprido. (Sim, porque aqui o objetivo era terminar!). Aquela sensação de satisfação que nos preenche e nos faz esquecer as possíveis dificuldades que pudéssemos sentir ao logo da empreitada. Sorrisos abertos, abraços sinceros e um coração feliz. Com mais esta experiência tenho mais consistente a ideia que as provas têm de ser usufruídas, vividas na sua dimensão de "correr por prazer". Os tempos são para os profissionais e para os atletas que se querem superar e mostrar o resultado do trabalho realizado para o efeito. Eu gosto de correr, mas também gosto de me divertir. O relógio deixou de ser um acessório essencial e passou a ser um acessório de mero registo. Correr, divertir, sorrir, conviver e... ser feliz!


Ao CAP Centro de Atletismo do Porto e à EventSport quero endereçar os mais sinceros parabéns pela excelente organização com muita simpatia à mistura. 

Não posso terminar sem deixar um especial agradecimento a todos os fotógrafos presentes neste evento. Sois os verdadeiros autores da história de cada atleta. Se não fosse o vosso registo fotográfico tudo não passaria de uma narrativa contada. Convosco a corrida tem mais vida! 

A todos que me motivaram, cumprimentaram, chamaram e acarinharam, um infindável obrigada.

A ti, António Cabral, muito obrigada pela companhia. Correr assim fica mais fácil.

Corrida Portucale, sou feliz a correr aqui!

sexta-feira, 14 de julho de 2017

PAI, DEIXA-ME JOGAR À BOLA!

MIGUEL NOVAIS
Tenho uma visão privilegiada em campo, mas ter o poder de conseguir ver tudo faz com que o nosso olhar, inevitavelmente, se foque em aspetos menos bons do Futebol. Falo-vos de Futebol, de Futebol de formação que infelizmente tende a não formar (pelo menos corretamente!) em todos os cantos do país. Mas como queremos formar bem, se cada um pensa à sua maneira? E se o filho, em frações de segundos, tiver de escolher entre o que o pai lhe diz ou o que o seu treinador lhe pediu? Aos meus olhos, estamos perante a síndrome do Pai de atleta.

Eu continuarei suspeito na minha análise porque sou apenas o treinador. Não compreendo, na sua totalidade, o amor que um pai tem por um filho e o quão bem lhe deseja. Mas será que o bem é intervir (diretamente) em tudo o que o miúdo faz? Gritar na bancada a cada toque na bola: “Vai filho, passa! Finta, agora chuta… Não vás tanto para o meio! Fica ao lado da baliza!”? É que se der resultado, aproveito para alertar o quão positivo poderá ser ir também às escolas, mesmo ao lado da porta da sala de Matemática, relembrar os seus filhos que utilizar a regra de 3 simples pode ser útil no cálculo de percentagens…

Mais concretamente a mim, treinador, custa-me ver a insegurança dos meus jogadores nas suas ações quando pressionados pela bancada. Nem sempre é fácil para eles, saber que o que o treinador lhes pede é o mais certo, muito mais quando os pais dizem o contrário. Eu defendo o meu trabalho, acredito no que faço. Custa-me ouvir certas palavras do exterior, mas eu tenho capacidade mental para isso, um menino de 11 anos não! Defendo um futebol de formação sem a necessidade constante de vitória. Quero formar campeões, mas campeões em todas as suas ações individuais, em todas as suas atitudes, na enorme vontade de evolução, no querer sempre mais e melhor, na disciplina e no compromisso. Estes são os verdadeiros campeões, não os que ficam com o caneco no final da época. Quero que os meus jogadores vejam o treino como um espaço sagrado de aprendizagem constante e que vejam o jogo como apenas mais uma oportunidade para impormos o que treinamos. Mas isto só funciona se existir entendimento entre as ideias de quem lidera o processo e as ideias de quem se encarrega pela educação dos atletas. Na minha modesta opinião, talvez os pais tenham que se informar mais um pouco daquilo que se tenta fazer em cada escola de formação, porque no jogo será mais fácil opinar porque é fácil idealizarmos uma coisa superior ao que os nossos olhos vêm. Mas atenção, eu não condeno todos os que falam, logo que seja um discurso motivador e positivo para o jogador. Alias, gosto quando valorizam o esforço dos meus atletas, quando aplaudem as suas ações. Mas para isso, não há necessidade de pressionar os meninos para a vitória ou para o golo nem há necessidade de apelar para o jogo individual porque acham que o vosso menino é o melhor. Preferia ver os meus jogadores a puderem crescer ao seu ritmo natural, uns mais rápidos que outros, mas com a convicção que podem todos chegar longe. A DIVERTIREM-SE enquanto fazem aquilo que mais gostam sem a pressão de serem os melhores do mundo!

Num país onde há uma boa formação de treinadores e com a certeza que criar formações também para os pais dos atletas seria dispendioso, não se pode simplesmente confiar no trabalho de quem está à frente no processo? Eu gostava que entendessem que o futebol de formação é mesmo um processo. Ninguém nasce jogador de futebol assim como ninguém nasce advogado. Existem, claro, miúdos que aprendem com maior facilidade, mas ainda é cedo. Quero que percebam que ainda é cedo! Não aparecem Ronaldos ou Messis com a frequência que vocês o dizem. Futebol é aprendizagem, trabalho, dedicação (tal como a escola) e só assim o talento consegue ser sustentado e usado. Sei que deve ser difícil quando os vossos filhos chegam tristes porque pensam que o mais justo era terem jogado mais em vez do colega. Como treinador, admito que erramos muitas vezes, mas antes de vocês pais pegarem no menino para ir com toda a razão do mundo, pedir todas as justificações ao indivíduo responsável pela não felicidade momentânea do vosso filho, pensem o quão a vida pode de ser injusta e tramada, no futuro, para o vosso menino. Pensam que os problemas de agora são pormenores amanhã, vocês sabem que são! Deixem ser eles a tratar do assunto, confiem que o vão fazer de uma maneira mais correta, porque no final de contas, foram educados por vocês.

Ao entrarem para o futebol, os vossos filhos entram parta uma escola de formação. É sabido que nem todos vão ter a oportunidade de serem jogadores de Futebol ao mais alto nível, mas se as vivências que levam do Futebol lhes oferecerem um sorriso no rosto e se os valores que por lá foram incutidos fizerem deles homens para a vida, haverá maior vitória que essa? Eu acho que não. Gosto de ver meninos de tenra idade, que mal conseguem correr sozinhos a começarem a dar os primeiros toques na bola. É contagiante a sua alegria. Eu garanto-vos, de fonte segura, que o próprio futebol com o passar dos anos vai-se encarregar de tirar essa alegria contagiante dos vossos filhos. Quando as coisas se tornam mais sérias e os problemas aparecem. Por isso, agora que são crianças, deixem-nos apenas jogar à bola. Confiem no trabalho dos treinadores, sentem-se na bancada, tenham o prazer de assistirem a mais um jogo dos vossos meninos e, quando gritarem, que seja para festejar o golo do VOSSO craque, do VOSSO Ronaldo.

segunda-feira, 12 de junho de 2017

ENTENDER A DOR MUSCULAR PÓS-TREINO

NUNO AREAL CARVALHO
As pessoas que fazem levantamento de peso com regularidade, conhecem bem este tipo de dor. A dor manifesta-se frequentemente entre doze a vinte e quatro horas após terem feito um treino pesado ou intenso. Essa dor normalmente afecta todos ou quase todos, os principais grupos musculares que estiveram implicados no treino que efectuou. E a dor pode ser mesmo incómoda!

Dores musculares de início retardado ou dor pós-treino são extremamente comuns no mundo do bodybuilding. Para aquelas pessoas que não podem passar o dia com dores, calma… existem “spray’s” e comprimidos analgésicos para ajudar no alívio das dores, no entanto há alturas que elas apenas atenuam.

Acredita-se que a dor pós-treino pode ser causada por qualquer ou todos os seguintes:

Exercício intenso
Elevada resistência / carga sobre os músculos.
Micro-danos nos músculos, que incentivam o corpo a ampliar e fortalecer os tecidos musculares
Posturas incorretas durante a execução dos exercícios
Insuficientes ou nenhuns exercícios de aquecimento

Então, mas devemos ou não sentir dor pós-treino de cada vez que treinamos?

A resposta simples a esta pergunta essencial é não, você não tem que sentir dor intensa de cada vez que levantar pesos no ginásio. Dor durante o treino é expectável, se estiver a levantar pesos muito perto do seu máximo ou se já está a fazê-lo há um longo período de tempo.

Há também uma grande diferença entre dor leve a moderada, indicativa de desenvolvimento muscular normal e dor extrema, provocada por músculos rasgados ou ligamentos danificados.

A dor pós-treino “normal” é muitas vezes descrita como uma dor que permanece consigo durante alguns dias e vai diminuindo gradualmente até que desaparece por completo.

Dor relacionada com lesões é completamente diferente. Lesões musculares, articulares ou ligamentares podem gerar uma variedade de sinais de dor, desde sensação de apunhalada, dor extrema que irradia para mais de uma região, etc. Dependendo da gravidade da lesão, a dor pode desaparecer por conta própria ou pode intensificar-se até que se torna insuportável e o obriga a ter que recorrer a um médico.

Como já discutimos em posts anteriores, quem treina tem que se ir habituando a sentir dor, se quiser progredir. Essa dor menos intensa é um sinal de que os músculos se estão a reparar e os tecidos musculares a tornarem-se mais fortes e maiores. O slogan “No Pain, No Gain” aplica-se perfeitamente ao bodybuilding. Cada progresso que você vai alcançar, vem sempre acompanhado de um tanto de orgulho com um tanto de dor. A dor não será intensa ao ponto de ser insuportável, e verá que vai acostumar-se a sentir…

Quem experimenta a dor pós-treino?

Todos os levantadores de peso experimentam algum nível de dor ou desconforto após um treino. No entanto, são os fisioculturistas mais novatos que normalmente sentem as dores pós-treino mais intensas. A razão para isto é muito simples: fisioculturistas mais novatos ainda estão a desenvolver a grande maioria dos grupos musculares do seu corpo, por isso, se este for o seu caso, é normal sentir este tipo de dores, até que o corpo se comece a desenvolver e se torne cada vez mais acostumado às cargas e aos levantamentos de peso. Para alguns, essas dores pós-treino podem ser sentidas durante alguns meses de treino, enquanto para outros, só as irão sentir nos primeiros dois a três meses de treino.

Com a continuidade, essas dores intensas serão diminutas e você será capaz de progredir para pesos mais pesados, sem se ter que preocupar com dores 24 horas após um treino intenso.

Existe uma relação entre o progresso e a dor pós-treino?

Tecnicamente falando, sim existe um relacionamento entre os dois. De certa forma a dor é a forma que o seu corpo tem, de lhe dizer que está a desenvolver-se.

Por outro lado, se não sentir dor alguma, é possível que o seu corpo já se tenha adaptado ao actual regime de treino e habituado à carga que actualmente está a usar.

O que geralmente se segue é o temido “plateau”

O “plateau” pode afetar um fisioculturista de duas maneiras. Em primeiro lugar, pode levar a uma recuperação de alguma quantidade de gordura corporal. Isso pode ser desastroso, principalmente se estiver a começar a fase de definição muscular.

Em segundo lugar, o plateau também pode parar com os seus ganhos de massa muscular. Ganhar tamanho e definição muscular é algo que se ouve com bastante frequência e, nesta fase pode tornar-se duplamente difícil, se o seu corpo já não se sentir desafiado com o actual ritmo e carga de treino. Os seus músculos não se vão “transformar em gordura” ou encolher, mas também não espere grandes ganhos de massa!

sábado, 29 de abril de 2017

CLAQUES E CLIQUES

JORGE NUNO
Está um dia bonito, apesar das nuvens. De pé, olho através dos vidros duplos. O trânsito na avenida é intenso, mas não o ouço. Os choupos oscilam ligeiramente e vão soltando o “algodão branco”, que se espalha e dança pelo ar por mais algumas semanas. Costuma representar alegria e espanto nas crianças e, supostamente, um incómodo nas pessoas com hipersensibilidade cutânea. Certamente poucos saberão (ou nem quererão saber) que há choupos machos e fêmeas, e que uns largam o “algodão” e outros o pólen, o tal que pode ser causador de alergias. Tenho consciência que a poluição urbana, gerada pelos veículos automóveis, afetará mais a saúde humana do que os níveis de pólen dos choupos nesta altura do ano, ou pior ainda, na ausência dos choupos, caso fossem abatidos a motosserra, como vem a acontecer. Creio que representa um dos muitos mitos urbanos, já que as pessoas nos meios rurais convivem bem com os choupos.

É visível o habitual movimento das “formiguinhas” humanas, na ciclovia, que usam este agradável espaço para fazer caminhadas, corridas individuais ou em pequenos grupos, tanto a pé como de bicicleta, para passear, levando os carrinhos de bebé ou os animais, ou simplesmente sentarem-se calmamente à sombra dos mesmos choupos. Por detrás, os campos de ténis, em terra batida, têm o habitual movimento, dando a sensação que alguns jovens estão a ter as primeiras aulas na modalidade. Olhando um pouco mais para trás dos campos, vejo alguns corajosos a dar umas braçadas numa das piscinas municipais exteriores, nesta tarde primaveril.

À mente vem-me o meu profundo gosto pelo desporto e a ideia de como o desporto pode ser salutar.

Neste ano, passei pela ponte 25 de abril, uns minutos antes de fechar ao trânsito rodoviário, para proporcionar a realização da “Meia Maratona de Lisboa”. Nalguns anos anteriores, tirei fotos que mostravam a dimensão desta iniciativa. Eram dezenas de milhares de participantes, a colorir totalmente esta enorme ponte; mais outras dezenas de milhares de espetadores, a assistir ao longo do traçado, e centenas de milhares a ver na TV. Soube do sucesso da segunda prova do circuito internacional – “Mundial Rallycross 2017” – em Montalegre, prova que se realiza em mais nove circuitos de países europeus e no Canadá e África do Sul. Eram esperados cerca de cem mil visitantes nesta aprazível vila da raia transmontana, o que me deixa muito agradado. A poluição sonora (do roncar dos motores) e a atmosférica (dos escapes), nada habitual por estas terras, ficaram completamente ofuscadas pelo entusiasmo, pelo que já se espera pelo evento do próximo ano. No início de setembro, volta ao Porto a “Red Bull Air Race World Championship”. É um evento mundial, que passa também por: Abu Dhabi, Emirados Árabes Unidos; San Diego e Indianápolis, EUA; Chiba, Japão; Budapeste, Hungria e Lausitz, Alemanha. Pela espetacularidade, atrai centenas de milhares de pessoas às margens do Douro, no Porto e Gaia. Estes três eventos desportivos, que movimentam multidões e muitos milhões, não deixam de ser um negócio, com riscos calculados, em que todos os envolvidos podem ganhar. Sinceramente, não vejo ninguém a querer, propositadamente, estragar o negócio. Neste último, apenas me lembro de ouvir acusações “bairristas” quando o evento passou de Lisboa para o Porto, por falta de financiamento autárquico.

Temos de reconhecer, definitivamente, que por estas bandas do planeta o futebol é mesmo considerado o “Desporto-Rei”. Até posso ouvir algumas pessoas dizer que não vão em “futebóis”, mas essas mesmas vi-as eufóricas quando a equipa de Portugal se sagrou campeã da Europa, em França! Sou apreciador e gosto de ver jogar bom futebol, independentemente de quem joga e do resultado final, quando não há trapaça. Detesto aquilo que estou a ver: claques organizadas, algumas ilegais, sustentadas pelas direções dos clubes designados “três grandes” [de Portugal], a fazer asneiras atrás de asneiras, impunemente, e num ou noutro caso com as direções, a demarcar-se… Aconteceu recentemente com a claque “Super Dragões”, num jogo de andebol entre o F. C. do Porto e S. L. Benfica, ao entoar “Quem me dera que o avião da Chapecoense fosse do Benfica”, ou a exercer pressão direta no café do pai de um conhecido árbitro de futebol, ou como claque não oficial de apoio à seleção nacional [de futebol], com Fernando Madureira a liderar, a entoar cânticos insultuosos ao S. L. Benfica no estádio da Luz, no jogo entre Portugal e Hungria. Também uma das claques do S. L. Benfica entoou cânticos no pavilhão da Luz, num jogo de andebol entre o seu clube e o Sporting C. P., com destaque para “Foi no Jamor que o lagarto ardeu, na final da Taça o very light o f…”, simulando o silvo do very light enviado por um membro da claque “No Name Boys”, que matou o adepto do Sporting, em 1996. A resposta da claque do Sporting C. P. num jogo de futsal no pavilhão da Luz entre os clubes rivais de Lisboa, foi entoar “Onde é que está o Eusébio”. Poucos dias depois, foi repetida a dose pela claque do S. L. Benfica, no jogo de futebol em Alvalade, no dérbi lisboeta. Na véspera deste jogo, cerca da 02h40, terá havido confrontos entre adeptos de ambas equipas junto à rotunda sul do estádio da Luz e um adepto italiano da Fiorentina, que acompanhava adeptos da Juve Leo, foi atropelado mortalmente por uma viatura (segundo as autoridades, de forma intencional). Sabe-se que a vítima tinha “ficha policial por violência no desporto” [em Itália] e que a viatura, já encontrada, pertence a um adepto do Benfica, a qual terá sido guardada num espaço de um amigo, membro da claque No Name Boys.

São comportamentos inaceitáveis e casos de polícia, a merecer rápida e eficaz resposta, a necessitar de fortes cliques na cabeça, para se encontrar um rumo adequado. Quando se esperava um comportamento apaziguador dos respetivos dirigentes, eis que surgem na ribalta pelas piores razões. O desporto e o futebol, em particular, dispensam bem este tipo de pessoas. Isto faz muito mal à própria indústria do futebol, que pode gerar muitos milhões, além de genuínas, vibrantes e compreensíveis paixões.

Por detrás dos vidros, talvez entenda quem utiliza o “escape” da ciclovia, do ténis, da natação e mais o que a minha vista não alcança daqui. É que a vida não comporta só a “loucura” do futebol… e louvo quem faz algo pelo seu próprio equilíbrio físico, procurando estar livre de poluição mental.

terça-feira, 25 de abril de 2017

PONTAPÉS E CANELADAS

RUI CANOSSA
Eu adoro futebol! No sentido lato do termo. Tudo o que tem a ver com futebol, eu procuro estar por dentro. E uma das faces do futebol prende-se com o seu lado económico. Hoje vou partilhar com aqueles que me leem um bocadinho deste mundo fantástico e que muitos não têm a mínima noção. É um negócio, uma indústria de biliões!

Há muitos anos que vou seguindo a Deloitte, uma das 5 grande empresas de consultadoria do mundo, que há 20 anos publica o Deloitte Football Money League no qual analisam os clubes sob o ponto de vista da receita que geram anualmente. Publicado apenas oito meses depois do final da época de 2015/16, a Money League é a análise mais atual e fidedigna da performance financeira relativa aos clubes de futebol.

As receitas combinadas dos 20 maiores clubes da Money League, na época de 2015/16, aumentaram 12%. Um novo recorde, com três clubes a ultrapassarem a barreira dos 600 milhões de euros.

Com uma receita de 152,1 milhões de euros, o tricampeão nacional, o Sport Lisboa e Benfica ocupa a 27ª posição no ranking, destacando-se entre os demais clubes portugueses com um lugar no top 30 da Money League e repetindo o feito de há duas épocas atrás onde ocupou o 26º lugar. De referir que o clube já esteve no top 20, na época de 2004/05.

Este ano o Manchester United regressa à primeira posição da Money League 2017, quebrando o recorde de 11 anos consecutivos detido pelo Real Madrid. A receita recorde do clube reflete-se no forte crescimento nas três categorias de receitas (bilheteira, direitos de transmissão, e comerciais), reforçadas pelo regresso do clube à Liga dos Campeões da UEFA e pelas novas parcerias comerciais. Foi uma receita de 689 milhões de euros! Seis vezes mais do que há 20 anos atrás.

O FC Barcelona (620,2 milhões de euros) e o Real Madrid (620,1 milhões de euros) completam o top três, tal como na primeira edição da Money League, referente à época de 1996/97.

Para fechar um ano notável, o Leicester City surge como o 20º maior clube de futebol do mundo gerador de receitas. A campanha criada em torno do título de campeão nacional impulsionou as receitas de 2015/16 para os 172,1 milhões de euros, um valor quase cinco vezes superior àquele conseguido há apenas duas épocas antes, em 2013/14.

Com os clubes da Premier League a beneficiarem de um aumento das receitas, promovido pelos contratos recorde de transmissão televisiva para a época de 2016/17, existe uma probabilidade de todos os clubes da Premier League integrarem o top 30 no próximo ano.

Segundo a Deloitte, o valor global de receitas na época 2015/16 foi de 7 417 600 milhões de euros! Deste valor a bilheteira representa em média 18%, os diretos televisivos de transmissão 39% e as receitas comerciais, onde se engloba o marketing, merchandising e parcerias comerciais os restantes 43%. E depois ainda há as receitas das vendas dos jogadores.

Como pode ver o negócio dos pontapés e das caneladas envolve quase 7.5 biliões de euros e por isso é uma indústria que atrai investimentos das mais variadas origens e move multidões. Mas, para o comum dos mortais, o futebol, é aquela paixão que nos conquista!

terça-feira, 4 de abril de 2017

TÉCNICA, UM RECURSO AO SERVIÇO DA TÁTICA

ANDRÉ QUEIRÓS
Muitas vezes ouvimos e lemos que um jogador é bom tecnicamente quando faz muitas fintas, desequilibra nos duelos individuais, faz passes e remates a fugir da normalidade, mas estará essa técnica ao serviço do coletivo? Da ideia da equipa?

Durante anos assistimos à evolução de Cristiano Ronaldo, inicialmente ele era um jogador exuberante, fazia muitas simulações, ia muito no 1x1, procurava duelos individuais por vezes desnecessários e condenados ao insucesso, na minha opinião ele não era um jogador bom tecnicamente, no entanto tinha potencial para colocar a sua técnica ao serviço da equipa, o mais importante, sendo o futebol um desporto coletivo. Com o passar das épocas ele amadureceu e conseguiu ter uma capacidade de decisão bastante acima da média, quando deve ir no 1x1? Quando deve rematar? Quando deve passar? Essa capacidade de decidir com qualidade, quando e como utilizar os seus recursos faz dele um jogador temível, o melhor do Mundo.

Em suma a técnica quando utilizada em prol do coletivo é um recurso útil, mas, quando um jogador está constantemente a decidir ir para o duelo individual, e é constantemente desarmado, essa capacidade não vale de nada e até se torna prejudicial para a sua equipa.

segunda-feira, 20 de março de 2017

DESENVOLVER UMA MOTIVAÇÃO “IMPARÁVEL”

Como é que pode desenvolver uma motivação imparável, idêntica à de um fisioculturista profissional?

NUNO AREAL CARVALHO
(http://nunocarvalhofitness.com/desenvolver-uma-motivacao-imparavel)
A Musculação não é nada fácil. Dizer que qualquer pessoa pode ter êxito na musculação, é um verdadeiro mito, porque nem todas as pessoas têm os genes e, mais importante, a motivação para ter sucesso neste tipo de desporto/atividade física.

Não chega ter a “altura ideal” ou “células musculares grandes” para ter sucesso na musculação. Acima de tudo, vai precisar de ter uma motivação e força de vontade revestidas de aço para aguentar o esforço.

Sem esses dois elementos, lamento mas não vai durar muito tempo neste mundo. Eu já vi muitos promissores fisiculturistas, desistirem porque, simplesmente não encontraram ou deixaram de ter a motivação e garra para continuarem o seu percurso.

Quando um fisiculturista em ascensão e de elevado de potencial, desiste do halterofilismo, sentimos que é uma perda para o mundo do bodybuilding em geral. Porquê? Porque este é um mundo onde não entra muita gente, em primeiro lugar.

O mundo do culturismo moderno só vai progredir e evoluir se cada geração estiver interessada em investir uma enorme quantidade de recursos pessoais nele.

Então, se você precisa de motivação ou se precisa de uma razão para permanecer como um fisiculturista, aqui estão algumas chaves que valem a pena registar:
Musculação é saudável – Vivemos num mundo cada vez mais sedentário. A vida moderna tem ensinado ao Mundo que é preferível ficar em casa do que levantar e fazer exercício. Tudo o que nos rodeia é feito para minimizar o nosso esforço físico tornando-nos cada vez menos activos. A implicação disto é ver a multiplicação de certas doenças pelo mundo.

Felizmente a Organização Mundial de Saúde há muito que vem a afirmar que o exercício físico regular é a chave para combater as doenças. O Síndrome metabólico, que é o precursor de colesterol elevado, elevados níveis de glicose no sangue e pressão arterial elevada, podem ser corrigidos através da prática de exercício regular.

Que tal apenas medicação para a pressão arterial, etc?

Sim, existem medicamentos para certas doenças. Mas na maioria dos casos, a principal causa destas doenças mais comuns, é o estilo de vida de uma pessoa. As pessoas estão a morrer porque não se exercitam.

As doenças cardíacas têm vindo a aumentar desde o final dos anos setenta. O levantamento de peso e o treino da resistência, no geral foram provados ser muito benéficos aos indivíduos que necessitam de fortalecer o seu sistema cardiovascular.

Treino de resistência não apenas mantém o seu ritmo cardíaco como também dilata os vasos sanguíneos e incentiva o desenvolvimento de mais artérias e veias no seu corpo.
Disciplina – se você acha incrível que alguns fisioculturistas tenham bíceps com cerca de 70cm, ficaria ainda mais espantado com o nível de disciplina que esses atletas têm para serem capazes de alcançar bíceps desse tamanho.

A musculação exige uma extrema disciplina, física e mental. Esta disciplina geralmente estende-se a todos os aspectos da vida de um fisiculturista, desde a forma como ele cuida da sua família, até a forma como lida com o seu trabalho.

Desde que você se concentre especificamente no Fisioculturismo, se esforce ao máximo para alcançar resultados e esteja constantemente a instigar os seus limites, garanto que nesse percurso, vai desenvolver uma disciplina de aço, digna dos fisioculturistas profissionais – vai adorar a forma como a sua visão vai mudar, assim como a sua vida!!!
O Fisioculturismo vai torná-lo competitivo – fisiculturistas profissionais são conhecidos por serem muito calmos e discretos no que toca aos seus regimes de treino. Apesar da aparente humildade de muitos fisioculturistas profissionais, a maioria deles são extremamente competitivos, vivendo e respirando musculação, dia após dia.

Novamente, esta mudança essencial na mentalidade de um fisiculturista pode ser benéfica para qualquer um. Ser competitivo é uma coisa boa! A competitividade também torna possível às pessoas, sair das suas zonas de conforto muito mais facilmente.

A competitividade também ajuda a desenvolver um pensamento mais positivo.

A maioria dos fisiculturistas vivencia o sentimento de derrota de uma forma ou de outra. E acha que eles se deixam vencer por esse sentimento de fracasso? A maioria nunca pára de tentar!! De cada vez que você insistir em treinar repetidamente padrões de exigência mais elevados, vai ver que se vai tornar cada vez mais resistente em desistir ou ceder ao sentimento de fracasso.

Os verdadeiros fisioculturistas não desistem, melhoram com o tempo!

Claro que existirão sempre campeões que vieram antes de nós, mas isso não significa que a geração mais recente não tenha o que é preciso para alcançar o mesmo. Mais cedo ou mais tarde, essa “elite de campeões” vai reformar-se (muitos já o fizeram), e de modo a que este seja um ciclo com continuidade, é necessário o surgimento constante de “sangue novo”.

Não pense por um minuto que não terá um lugar no fisioculturismo. O seu lugar já foi garantido a partir do momento que tomou a decisão de se comprometer com este desporto! Por isso, não perca a esperança e vá para o ginásio treinar com toda a garra que tem dentro de si!!

segunda-feira, 13 de março de 2017

DOMINAR OS TREINOS, DESCANSO E RECUPERAÇÃO

NUNO AREAL CARVALHO
(http://nunocarvalhofitness.com/dominar-os-treinos-descanso-e-recuperacao)
Como é que pode transformar os seus exercícios em verdadeiras sessões de construção muscular?

Vamos ser honestos: Nem sempre temos a máxima confiança sobre os nossos treinos ou exercícios. Há sempre uma pequena dúvida a pairar e que às vezes dá lugar a alguma ansiedade, principalmente quando vemos outros a terem mais resultados do que nós.

Mas não se preocupe mais, vários especialistas da área do Fitness e Musculação, têm vindo a estudar com mais pormenor estes aspectos e actualmente existem centenas de directrizes que os fisioculturistas podem seguir. Embora seja óbvio que não podemos listar tudo aqui, podemos certamente discutir os mais essenciais, para que possa começar a modificar a sua abordagem no Bodybuilding.

Fazer Mudanças
Respire Metodicamente– Uma respiração metódica fornece dois benefícios imediatos para o fisioculturista: em primeiro lugar, melhora o ritmo geral do treino para que o fisioculturista regule as repetições ao ritmo das respirações, e em segundo lugar, melhora a oxigenação do corpo em geral, ao inspirar e expirar entre cada repetição.

Por exemplo, quando quer prolongar uma repetição, pode conscientemente definir inspirar/expirar profundamente, duas vezes seguidas, entre cada repetição.

Uma respiração profunda é conseguida, contraindo o diafragma (o músculos sob a sua caixa toráxica), evitando assim uma respiração toráxica mais fraca e repentina, que é muito comum nas más posturas.

Como deve respirar de cada vez que completa uma repetição mais pesada e forte?

Por muito que queiramos manter o padrão ideal de respiração, às vezes tal não é possível, principalmente quando estamos a realizar séries e repetições intensas e pesadas.

Neste caso, muitas das vezes o que acontece, é que para suportar o peso, sustemos a nossa respiração. Faça isso se realmente necessário, mas não o faça mais do que duas repetições seguidas sem respirar. Ouça o seu corpo – quando ele estiver a “suplicar” por ar, não lhe negue!
Taxa de treino semanal – Se você é um completo iniciado, a frequência de treino mais segura e eficaz é no máximo 3 treinos por semana.

Para além disso, os treinos devem ser espaçados de pelo menos 1 ou 2 dias de descanso, sem esquecer de treinar de forma igual, os vários grupos musculares e registar quanto tempo necessita para os recuperar do treino. O tempo de recuperação varia de pessoa para pessoa e só registando estes timings é que vai perceber o que funciona consigo.

O tempo de recuperação médio para um fisioculturista ficar relativamente apto é de 24 horas. Se ele é naturalmente forte e tem uma alta tolerância à dor, ele pode ser capaz de trabalhar no dia seguinte com menos de 24 horas de descanso.

No caso de ficar mais limitado em termos de movimentos por causa de sentir os músculos doridos, dê ao seu corpo pelo menos 48 horas para se recuperar de seu treino anterior. No seu próximo treino certifique-se de aquecer corretamente e fazer umas séries mais leves apenas para confirmar se os seus músculos estão recuperados.
Considere os fatores – A genética é apenas um fator que pode afetar a capacidade de um fisioculturista, em se recuperar de um treino extenuante.

Aqui estão outros fatores que também devem ser levados em consideração:

a) As grandes regiões musculares, como as encontradas na zona do peito e costas, possuem mais células musculares, e por isso são as mais susceptíveis a sofrer mais micro-danos durante os treinos. Por essa razão, estas serão zonas que poderão ficar mais doridas após o treino e exigir maior recuperação.

b) Alguns tipos de fibras musculares levam mais tempo a recuperar de um treino para outro, especialmente as fibras musculares lentas.

c) Exercícios de alta intensidade com muita resistência podem ter um maior impacto nas células musculares. Se você optar por este tipo de caminho (já percorrido por atletas como Dorian Yates e os irmãos Mentzer ) então, espere mais tempo de recuperação.

d) Exercícios com movimentos compostos, requerem mais trabalho das articulações e por isso são mais extenuantes para o corpo. Isto porque está a desafiar não só os tecidos musculares, como também os seus tecidos moles e conexões ligamentares. Se é um fã de exercícios de corpo inteiro com movimentos compostos, então vai precisar de um intervalo mais longo entre os treinos.

e) A sua idade também importa! Em média, alguém que tenha 35 anos não pode esperar ter o mesmo tempo de recuperação de alguém nas mesmas condições mas com 22 anos. A idade é apenas um pequeno fator, por isso não deixe que seja a idade a ditar o seu progresso.
Melhore a sua nutrição – O Bodybuilding não tem este nome por acaso, você está literalmente a construir o seu corpo, de dentro para fora! Se o seu objectivo é tornar os seus músculos e articulações mais fortes do que eram, então melhorar a sua nutrição tem que se tornar uma prioridade na sua vida. O consumo de proteína é uma prioridade, mas também o consumo de vitaminas e minerais. Pergunte ao seu médico qual a suplementação adequada para um fisioculturista.

terça-feira, 7 de março de 2017

OBJETIVOS INTERMÉDIOS, COMO GERIR O SUCESSO?

ANDRÉ QUEIRÓS
Todas as grandes equipas definem metas, que mais tarde as vão levar a atingir grandes objetivos. As metas representam objetivos intermédios, de curto prazo que caso sejam atingidos as colocam mais perto do macro objetivo, o principal, aquele que realmente dita se houve sucesso desportivo, ou não.

Estas pequenas metas que parecem pouco significativas podem representar muito para um grupo caso o sucesso seja bem gerido. Muitas vezes assistimos a equipas que são campeãs de inverno e perdem o título no fim, ou andam a maioria das jornadas fora dos lugares de descida e no final são despromovidas ou até passam uma primeira fase com distinção e na última fase, quando a importância do detalhe e a pressão para existir rendimento aumenta, estas equipas perdem consistência.

Em conclusão os objetivos intermédios são muito importantes para as contas no final das provas, que sem exceção, se vencem no final, e só no final, daí a importância da consistência, a regularidade exibicional e de comportamentos que o treinador pretende! A gestão do sucesso é fundamental e faz toda a diferença na manutenção de padrões de concentração, motivação e exibicionais que permitem ao coletivo atingir objetivos e de seguida mudar o foco começando de imediato a preparar novas conquistas com o mesmo entusiasmo do primeiro dia.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

BRAÇOS CORREDORES

ELISABETE RIBEIRO
Então, mas não corremos com as pernas? Parece um título estranho este, mas a verdade é que os braços também correm.

Na corrida é muito comum que a atenção se prenda mais na parte inferior do corpo – pernas e pés – mas a parte superior também é deveras importante e ajuda a melhorar o desempenho na corrida. Seguem algumas sugestões.

Sim, a parte inferior do corpo é essencial para correr ou praticar a modalidade. Mas a parte superior – especialmente os braços – também desempenha um papel essencial. Quando corremos fazemo-lo com todo o corpo. E, por, isso, pequenos detalhes na postura ou no movimento dos braços podem fazer toda a diferença na sua performance.

Os braços são muito importantes na corrida, pois proporcionam equilíbrio, dão impulso e favorecem a direção da passada. Para melhorar o seu ‘bracejar’ durante a corrida deve antes de mais sincronizá-lo com as suas passadas, mas de forma contrária. Portanto, se avança com a perna direita, a acompanhá-la deve estar o braço esquerdo, e vice-versa.

Os cotovelos também devem estar próximos do corpo, mas não colados. O ângulo do braço deve estar perto dos 90 graus, mas não é preciso fazer disto uma obsessão.

Já os ombros e as mãos devem manter-se relaxados, embora as mãos não possam ser deixadas completamente soltas (mas nada de punhos cerrados) – imaginar que segura um ovo pode ajudá-lo a conseguir estabelecer a tensão certa.

Velocidade e braço é uma relação diretamente proporcional. Para correr mais rápido num curto espaço, é preciso ter a técnica bem apurada para aproveitar todo o potencial que a musculatura oferece. 

Quando for correr observe a colocação dos braços e tire partido destes membros para aprimorar o seu treino.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

TREINADOR, O ALVO MAIS FÁCIL A ABATER

ANDRÉ QUEIRÓS
A imprensa e os adeptos de futebol comuns falam imenso dos Treinadores, julgando-os para o bem e para o mal, analisando ao máximo as suas decisões, colocando-se no lugar deles para tirar este e meter aquele, colocar a equipa mais ofensiva ou até mesmo contratar novos jogadores. Criticar os Treinadores é recorrente e vejo que especialistas em Direito ou Medicina o fazem com muita facilidade, mas qual a legitimidade e conhecimento deles para o fazer? E porquê o senso comum valoriza tanto a opinião desses sujeitos?

O Treinador é um alvo bastante fácil quando os resultados desportivos não são os melhores, no entanto, quem os critica normalmente fá-lo com tamanha leviandade, e sem conhecimento de causa, o que me deixa bastante surpreendido. Quando falamos do Treinador temos que lembrar que ele, ao mais alto nível, tem uma equipa técnica a operacionalizar as suas ideias, com profissionais qualificados para cada área que dispensam muitas horas a analisar e observar pormenores que passam despercebidos à grande maioria dos adeptos comuns. 

A liderança de um grupo como uma equipa de futebol é algo muito mais complexo do que as pessoas imaginam, e tomar decisões que são julgadas por milhares de pessoas e representam a sua alegria ou tristeza tem realmente muito que se lhe diga. Antes de apontar o dedo a qualquer treinador devemo-nos lembrar de uma coisa fundamental:

Haverá algum Treinador que toma uma decisão com o objetivo de perder, ou ver a sua equipa com o rendimento inferiorizado?

Certamente que não. No entanto os Treinadores, como qualquer outro profissional de outra área também comete erros, isso acontece, mas devemos perceber que atualmente as equipas técnicas têm muita formação, e de qualidade, o que lhes permite desenvolver bons trabalhos individual e coletivamente nos seus clubes. Eles passam horas e horas a analisar a equipa para no final influenciar os seus comportamentos e transformá-los numa ideia coletiva orientada para atingir determinado objetivo.

Em conclusão, quando ouvires ou leres alguém a criticar um Treinador procura saber se essa pessoa já pisou um campo de futebol ou liderou alguma equipa, caso contrário, não deves valorizar demasiado essa opinião. Ou já assististe a um paciente, antes de entrar na sala de operações, explicar ao Médico quais os procedimentos que este deve ter durante a cirurgia? Certamente que não.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

OS EXERCÍCIOS DE GINÁSIO MAIS COMPLETOS E EFICAZES

NUNO AREAL CARVALHO
O problema do exercício físico é que não vem com livros de instruções e, o que eu tenho reparado ao longo do tempo, é que hoje em dia um plano de treino está ao alcance de um clique, basta pesquisar no nosso amigo Google! Agora o problema é, sabe se os exercícios que estão nesse plano são adequados para si; para os seus objectivos; têm em conta as suas patologias, limitações e, se estão a potenciar as suas áreas mais fracas assim como manter as áreas mais fortes? Outra questão que eu me tenho deparado, é que agora um “agachamento” já não chega, as pessoas querem exercícios mais “complicados”, que (com o devido respeito…) por vezes mais parecem da área circense, tipo isto:



O que nós estamos a esquecer é que por vezes, ou quase sempre, o mais simples é o mais eficaz. Então como eu costumo dizer, está na hora de “back to the basic”. É isso que vos trago hoje aqui, os exercícios de ginásio mais completos e eficazes.
Os exercícios que vos apresento de seguida, são exercícios compostos que mobilizam grandes grupos musculares, assim como as suas cadeias. Salvaguardo que, qualquer um destes exercícios só deve ser aplicado individualmente e, após uma avaliação individual. Para isso devem recorrer a ajuda de um profissional (Personal Trainer Certificado) e não “copiar” planos de treino generalizados que encontram na Internet ou planos recomendados a terceiros. As cargas utilizadas nos exercícios também devem ser adequadas as capacidades de cada um, não esquecendo que em primeiro lugar está a técnica, em segundo a amplitude (máximo da amplitude confortável) e só por último é que devem dar atenção as cargas, ou seja não vale a pena colocar muita carga num exercício, se a sua técnica ou amplitude fica comprometida.
São um total de 10 exercícios:
– 2 Exercícios globais onde se trabalha grande parte dos grupos musculares do corpo humano, podem ser utilizados no início do treino para aquecimento e preparação do corpo para o treino, ou também noutros contextos;
– 2 Exercícios com ênfase no trem inferior, mobilizam quase todos os músculos das pernas;
– 2 Exercícios para trabalho de peitoral onde também estão implicados os ombros e tríceps;
– 2 Exercícios para dorsal (costas) onde também existe uma grande participação dos bíceps
– 2 Exercícios para o core, óptimos para trabalhar os músculos envolventes à coluna
Peso Morto ou Deadlift (Aquecimento) 
Agachamento com Press (Aquecimento)

Agachamento (Pernas)

Lunges ou Afundo (Pernas)

Supino (Peito, ombro e trícep)

Aberturas (Peito, ombro e trícep)

Pull Up ou Elevações (Costas e Bíceps)

Pull down ou Puxada ao peito (Costas e Bíceps)

Prancha Ventral (Core)

Abdominal Invertido (Core, mais ênfase no abdominal inferior)
Grande parte dos exercícios variam destes exercícios, isto é a base, e se você não esta a utilizar grande parte destes exercícios na sua rotina de treino alguma coisa vai mal. De acordo com o objectivo de cada um, assim dependerá o número de repetições, o encadeamento dos exercícios e a complexidade dos mesmos, mas isso é “conversa” para outro artigo! O que eu trouxe aqui hoje são “Os exercícios de ginásio mais completos e eficazes.”
Um agradecimento especial ao meu aluno Luis Carlos Morgado por servir de modelo para as fotografias e ao Ginasio Moove (Vila Real) por ceder o espaço.
Bons treinos!